Conceição: «O trabalho mais difícil do treinador é motivar o grupo»

Vítor Maia , Olival, Vila Nova de Gaia
7 out, 13:18

O treinador explicou o que foi feito no Olival durante a paragem para os compromissos das seleções: «Tivemos de voltar um bocadinho à base.»

Três derrotas e um empate. Este foi o registo do FC Porto em sete jogos, entre Liga e Liga dos Campeões, antes da paragem para os compromissos para as seleções. Desde o regresso à competição, os campeões nacionais golearam o Sp. Braga (4-1) e bateram o Bayer Leverkusen (2-0).

Na véspera da visita a Portimão, Sérgio Conceição explicou o trabalho desenvolvido no Olival durante o interregno competitivo.

«A paragem não foi nada fácil, coincidiu com o mau momento da equipa. Nesses dias houve coisas importantes que foram trabalhadas e conversas entre mim e os jogadores no sentido de perceber o que não estava a correr tão bem. Detetámos algumas situações e trabalhámos em cima disso», começou por dizer.

«Em termos estruturais e de sistema, fomos mudando do 4-2-3-1 para o 4-4-2 losango, sistema no qual a ação dos laterais e dos médios é diferente. Tivemos de voltar um bocadinho à base. Praticamente durante três anos jogámos em 4-4-2 com nuances diferentes em função das características dos jogadores. Esse período foi importante para perceber o que não estávamos a fazer e o que estava a faltar. Demos uma excelente resposta nos últimos dois jogos, mas o importante é ter continuidade e solidez. Podemos fazer jogos menos conseguidos a nível técnico, mas temos de ser rigorosos com e sem bola», acrescentou.

O treinador do FC Porto admitiu que anda «à procura de solidez» para evitar «altos e baixos».

«É importante ter solidez e tentamos, através do trabalho diário, ser uma equipa forte independentemente dos jogaos que vamos ter pela frente. É importantíssimo encontrar essa solidez e essa continuidade. Estamos mais perto da vitória se estivermos sempre no máximo e se tivermos espírito competitivo. É a base como disse. Temos de estar sempre ligados no nosso trabalho, focados, concentrados e determinados. Cada um tem de ser hoje melhor do que o que foi ontem», defendeu.

«Os últimos resultados dizem que a equipa está mais à imagem do que quero. Hoje há vários departamentos à volta da equipa e que são fantásticos no trabalho que fazem de forma a que os jogos sejam competitivos todos os dias e que estejam sempre ligados. O mais difícil no trabalho de um treinador é motivar um grupo. Temos vários exemplos de equipas que conseguem excelentes resultados e depois não têm continuidade. Faz parte da nossa imagem de marca sermos muito fortes a nível emocional. Estamos melhor, sim», acrescentou. 

Na passada quinta-feira Diogo Costa foi selecionado para o melhor onze da terceira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, distinção que mereceu um comentário de Conceição. «Eu faço o meu trabalho e o Diogo faz o dele. Estamos todos felizes com isso, embora eu não pareça», atirou.

O próximo compromisso do FC Porto é contra o Portimonense, no Algarve, este sábado (18h00).
 

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