Arouca-FC Porto, 0-4 (crónica)

Simão Duarte , Estádio Municipal de Arouca
29 set, 22:40

FC Porto faz boas colheitas em Arouca antes do Clássico

Na segunda-feira que se segue ao último dia da tradicional Feira das Colheitas em Arouca, o FC Porto derrotou, com justiça, a equipa de terras de Santa Mafalda por 4-0. No encerramento da sétima jornada, que antecede o Clássico no Dragão com o Benfica – no qual Martim Fernandes não vai jogar – os azuis e brancos estiveram sempre ligados à corrente, ao contrário dos arouquenses.

Esta noite, Vasco Seabra promoveu as saídas de Fontán (castigado), Danté, Lee (lesionado) e Nandín, promovendo a titularidade de Matías Rocha, Solà, Pablo Gonzálbez e Barbero. Do lado azul e branco, Francesco Farioli lançou Martim Fernandes e Francisco Moura, sentando Pablo Rosario e Zaidu.

Recorde a história deste jogo.

Dragões entraram para lutar

Ainda que nos primeiros minutos os arouquenses tenham entrado de pé na tábua e com aproximações à baliza, o encontro desde cedo assumiu sentido único. Com o ritmo pressionante que é característico deste FC Porto de Farioli, os azuis e brancos colocaram-se justamente em vantagem ao minuto 12, através de uma bola longa de Bednarek em busca de Froholdt. O defesa Popovic foi displicente na tentativa de corte e permitiu a fuga do nórdico. Na cara de Valido e com Esgaio na pressão, a bola sobrou para Samu, que atirou para a baliza deserta e alcançou o quinto golo no campeonato.

 

Mantendo o controlo das operações, os comandados de Farioli partiram em busca do segundo golo. Pepê, aos 22m, aproveitou as fragilidades defensivas do Arouca, mas o VAR detetou fora de jogo de Borja Sainz no início do lance.

 

Até ao descanso, Samu lesionou-se no joelho direito (saiu ao intervalo), João Valido fez uma grande defesa a remate de Borja Sainz e Francisco Moura, aproveitando uma confusão entre Esgaio e Valido, cabeceou ao poste. Em suma, o FC Porto teve bola e procurou sempre a baliza arouquense. Os anfitriões, por sua vez, desaparecidos em combate, pouco fizeram ofensivamente e, atrás, sentiram muitas dificuldades.

Ao intervalo ficava a ideia de que seria uma questão de tempo até o FC Porto dilatar a vantagem.

 

Uma boa colheita para celebrar o 132.º aniversário

E foi mesmo uma questão de tempo até surgirem mais golos do FC Porto. Deniz Gül, que rendeu o lesionado Samu ao intervalo, recebeu na cara do golo uma bola de Pepê e não vacilou, estreando-se a marcar nesta edição da Liga. Nesta fase, os portistas já jogavam com menos um, face à expulsão de Martim Fernandes.

 

 

Dez minutos volvidos, num desenho que retratou a qualidade dos dragões, Froholdt e Borja Sainz combinaram e fizeram gato-sapato da defensiva da casa, com Francisco Moura, na esquerda, a atirar cruzado para o terceiro.

 

Entre trocas, o Arouca apenas cresceu na reta final, mas foi “sol de pouca dura”. A cinco minutos dos 90, Gül lutou pela posse na linha final, tocou para Alberto Costa e o lateral serviu Zaidu, que encostou para a estreia a marcar no campeonato e para êxtase da bancada portista.

 

Os dragões estiveram sempre por cima, muitíssimo capazes em todos os momentos, especialmente na transição defesa-ataque, assim como na pressão à construção adversária. O Arouca guarda muitas anotações, pois fez uma exibição muito aquém.

O FC Porto lidera o campeonato só com vitórias e um golo sofrido – em Alvalade, um autogolo. Por isso, totaliza 21, três de vantagem sobre o Sporting. Segue-se a receção ao Estrela Vermelha, para a Liga Europa (quinta-feira, 20h), e ao Benfica (3.º), no domingo (21h15).

Por sua vez, o Arouca retomou a via das derrotas, continuando em décimo com oito pontos, igualado com Vitória e Santa Clara. Segue-se a receção ao Famalicão (6.º), no domingo (15h30).

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