Caso dos e-mails: Ministério Público pede condenação de Francisco J. Marques

24 jan, 11:22
Estádio do Dragão

Comunicações entre elementos ligados ao Benfica e terceiros foram revelados no Porto Canal entre 2017 e 2018

O Ministério Público (MP) pediu, esta terça-feira, a condenação de Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, por três crimes de violação de correspondência não consentida, no processo da divulgaçãodos e-mails do Benfica, no Porto Canal.  

Nas alegações finais do processo, que decorre no Juízo Central Criminal de Lisboa, a procuradora Ana Pais considerou provado que Francisco J. Marques cometeu os três crimes, mas deixou a pena «à consideração do tribunal», atendendo «à ausência de antecedentes criminais» do arguido.

No que se refere a Diogo Faria, diretor de conteúdos do canal dos dragões, que responde por um crime de violação de correspondência ou de telecomunicações e um crime de acesso indevido, a procuradora considerou que este terá ajudado Francisco J. Marques, mas defendeu que «o tribunal fará a qualificação dos factos».

A representante do MP deixou «à consideração do tribunal» uma eventual condenação de Júlio Magalhães, antigo diretor do Porto Canal, defendendo que este «nunca teve participação direta no conteúdo direto no programa, nunca teve conhecimento antecipado dos emails e não participou na sua seleção».

Francisco J. Marques está acusado de três crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações, três crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações agravados, em concurso aparente com três crimes de devassa da vida privada, e um crime de acesso indevido.

O diretor de comunicação do FC Porto responde ainda por cinco crimes de ofensa a pessoa coletiva agravados e um crime de ofensa à pessoa coletiva agravado na sequência de uma acusação particular.

O diretor de conteúdos Diogo Faria responde por um crime de violação de correspondência ou de telecomunicações e um crime de acesso indevido, além de um crime de ofensa à pessoa coletiva agravado em acusação particular.

Já Júlio Magalhães está acusado pelo Ministério Público de três crimes de violação de correspondência ou de telecomunicações agravados, em concurso aparente com três crimes de devassa da vida privada, bem como cinco crimes de ofensa a pessoa coletiva agravados.

Os e-mails com comunicações entre elementos ligados ao Benfica e terceiros foram revelados no Porto Canal entre 2017 e 2018.

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