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Farioli e os jogos grandes: «Sou um pouco paranoico nessa parte...»

21 abr, 13:55

Treinador do FC Porto garante que prepara todos os jogos da mesma forma, garante que Alan Varela continua no topo para bater penáltis e elogia Pepê

Francesco Farioli, treinador do FC Porto, em declarações na conferência de imprensa de antevisão à segunda mão da meia-final Taça de Portugal, frente ao Sporting, esta quarta-feira (20h45), no Estádio do Dragão. Farioli fala sobre a abordagem ao jogo, recorda lance de Pepê em Alvalade e mantém confiança em Varela para continuar a bater penáltis.

FC Porto, em desvantagem, será mais ofensivo?

«É sempre uma questão de gosto. O importante é abordar o jogo evento a evento e fazer uma grande exibição. É verdade que começamos a perder 1-0, mas não podemos cair na armadilha de perder a cabeça logo no primeiro minuto. Temos de ter uma abordagem forte, claro, mas isso é o que fazemos em todos os jogos. Contra eles, tivemos sempre diferentes abordagens. Às vezes parece que ter mais percentagem de posse de bola nos faz mais ofensivos, mas já falei da quantidade de bolas que recuperamos no meio-campo do adversário para demonstrar a nossa agressividade sobretudo sem bola. Com bola, na minha opinião, o mais importante é ter uma estrutura que pode ser mais conservadora, com mais passes, mais pacientes. Se atacas rápido no momento errado, ficas exposto aos contra-ataques, que é algo que queremos evitar. Amanhã é um jogo que terá de ser bem planeado relativamente a todos os cenários possíveis. Se marcamos rápido, se as coisas se mantêm estáveis... Temos de estar preparados e estamos, apesar de não termos tido muito tempo para preparar o jogo.

Mentalmente estamos no lugar certo, taticamente vamos tentar o nosso melhor, e fisicamente, depois de jogarmos com o Tondela – o terceiro jogo com mais distância percorrida em sprint – e com o Nottingham - com 10 jogadores -, isso mostra onde está a equipa fisicamente. Não é suficiente, mas são elementos que me fazem acreditar que estamos no caminho certo para uma grande exibição amanhã. Mas não jogamos sozinhos, teremos pela frente uma equipa de topo e a combinação de vários fatores irá decidir o final do jogo.»

Dois jogos tão distantes no tempo

«É verdade. Comparando os jogos contra o Nottingham, que têm uma semana de intervalo, com este, é uma história diferente. A imagem pela qual devemos começar é a do sprint do Pepê no minuto 90+6, em que para um jogador isolado do Sporting. Acredito que esse corte pode ser o corte da qualificação, aquilo que nos deixou em melhores condições para nos qualificarmos. E isso representa bem o que somos, como esta equipa se comporta, o sacrifício que cada jogador coloca dentro de campo todos os dias. E o Pepê, mais do que qualquer um, é a imagem deste grupo. Tem sido um jogador muito criticado pelo facto de não marcar na Liga, mas tem um contributo invisível, muito visível na minha opinião. Sempre que não conseguiu ajudar com golo, ajudou com outra coisa, uma assistência ou trabalho que criou melhores condições para um colega. E aquilo que fez em Alvalade com esse sprint no último minuto do jogo é de onde temos de partir para voltarmos a ter uma ligação a este jogo. E acredito totalmente que essa pode ter sido a ação que vamos recordar amanhã depois do jogo como uma das decisivas.»

FC Porto mais confiante nos jogos grandes

«Diferença de mentalidade não sei. Sei que pode ser difícil de acreditar se estiverem de fora, mas, se perguntarem aos jogadores, a preparação é exatamente a mesma, seja se jogarmos contra uma equipa de topo da Liga, contra uma equipa da Liga Europa, ou contra outra da parte inferior da tabela. Ou até contra uma equipa de divisões inferiores, na Taça. Nessa parte, sou um pouco paranoico, porque gosto de ver cada jogo com os mesmos óculos, a mesma abordagem. Tentar manter as rotinas o máximo possível. Claro que é preciso perceber que em alguns jogos há momentos diferentes, mas o meu trabalho e uma das minhas principais regras é respeitar qualquer adversário ao mesmo nível. Em relação às nossas exibições frente às equipas grandes, até agora fizemos um grande trabalho. Mas passado é passado. O jogo de amanhã é outro, é um momento diferente da temporada, um jogo que envolve muita coisa. E o nosso foco tem de estar em todos os eventos. Se exigir 90 minutos, se exigir 120 e se exigir os penáltis, temos de estar preparados. O que queremos é claro: chegar à final. E podem ter a certeza de que vamos fazer tudo o que conseguirmos para lá chegar.»

Equipa treinou os penáltis

«Treinámos penáltis, tal como fizemos com o Nottingham Forest. Depois, é difícil replicar a pressão e os sentimentos do jogo, embora nós tentemos ter alguns truques para gerar um bocado de pressão extra. O Alan já bateu um penálti contra o Vitória e temos confiança total nele. Se for o caso, não dúvidas de que ele irá assumir a responsabilidade e terá a personalidade para bater e marcar.»

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