Treinador do FC Porto comentou a «famiglia portista» e o passo certo na carreira
Francesco Farioli liderou o FC Porto a uma primeira volta histórica. O técnico italiano, que chegou para substituir Martin Anselmi, já se sente «em casa» na Invicta. Pelas ruas da cidade do norte, Farioli sente a «paixão» por futebol e pelo FC Porto, em particular.
«Sentimos imensa paixão pelo futebol e, especialmente, pelo FC Porto. Quando andamos na rua ou vamos a um restaurante, as pessoas demonstram paixão pelo clube e fazem-nos sentir a importância do que fazemos, a responsabilidade que isso acarreta, e esse sentimento é um privilégio», começou por referir em entrevista à Sport TV.
O treinador de 36 anos abordou também a adaptação da família que, pelos vistos, está também bem «instalada». Confessou, inclusive, que há uma «verdadeira portista» em casa.
«A minha mulher, a minha filha e o meu filho estão sempre aqui. A minha filha já é uma verdadeira portista, está sempre a falar na família portista. Tem havido muitos episódios engraçados, porque quando alguém pergunta quem somos ela responde 'somos a família portista'», começou por referir.
Partilhou, ainda, a companhia diária da família de Farioli.
«Em casa temos o canal YouTube do FC Porto sempre a dar, ela já conhece todas as músicas do Clube e todos os cânticos dos adeptos. É algo espetacular, faz-me sentir um privilegiado pelo que faço e não poderia estar mais agradecido», acrescentou.
Farioli não tem dúvidas que tomou a decisão certa em mudar-se para o FC Porto. O italiano confessou que, logo na primeira reunião com André Villas-Boas, percebeu que estava no local certo. O técnico afirmou, ainda, que a «família portista» fê-lo sentir em casa.
«Depois da primeira reunião que tive com o presidente, quando ele me transmitiu os valores do clube. Quando falamos sobre trabalho duro, dedicação, compromisso, paixão, o desejo de colocar valentia e coragem no campo são tudo atributos da minha personalidade e do futebol que eu gosto de ver. Quando o presidente começou a falar de todas essas coisas, a minha mente começou a processar toda a informação e eu senti imediatamente que este tinha sido o passo certo para mim. Muitas coisas aconteceram nestes seis meses e a família portista faz-nos sentir em casa muito rapidamente».
No que toca à liderança, o técnico portista comentou o facto de treinar jogadores até mais velhos do que ele próprio: Thiago Silva. Segundo Farioli, a liderança vem das coisas simples.
«Cada qual é como é. Quando comecei a treinar era muito jovem, e ainda sou, e agora temos um jogador mais velho do que eu (Thiago Silva). Isso sempre fez parte da minha rotina, trabalhar com pessoas mais velhas, e acredito que devo ser fiel a mim próprio. Não sou bom a esconder as emoções, as pessoas percebem quando me sinto bem e quando me sinto mal. A minha forma de liderar o grupo é muito simples: baseia-se em elementos inegociáveis, os elementos que fizeram o FC Porto ser o FC Porto», atirou.
Fraioli falou ainda numa «primeira reunião especial» com André Villas-Boas. Recordou, ainda, os tempos complicados que tanto o FC Porto como o próprio passaram nas últimas temporadas. No entanto, Francesco olha para essas épocas difíceis como «combustível».
«A primeira reunião que tive com o presidente foi especial, senti que formámos uma ligação imediata. As últimas temporadas não foram as melhores para o FC Porto e eu também vim de uma época difícil de descrever. As minhas primeiras palavras para o grupo foram muito claras, falámos sobre as nossas mágoas e não é algo que nos envergonhe, é algo que tem de estar sempre presente na nossa memória. Viver experiências e momentos que nos deixam desapontados faz parte da vida e parte do desporto. Essa tem de ser uma motivação extra, tem de ser o combustível para termos vontade de melhorar diariamente», concluiu.