Ministério Público suspeita que Pinto da Costa desvia milhões em comissões há quase 10 anos

Henrique Machado , Notícia atualizada
30 nov 2021, 13:38
Pinto da Costa
Pinto da Costa

CNN Portugal teve acesso ao despacho do procurador Rosário Teixeira após as buscas à SAD portista

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O procurador Rosário Teixeira, que conduz a investigação do Ministério Público que deu origem à chamada operação "Cartão Azul', afirma, no despacho das buscas à SAD do FC Porto, que Pinto da Costa é suspeito de desviar milhões de euros em comissões de transferências de jogadores há quase 10 anos.

“Desde 2012, vários agentes desportivos – entre eles Pedro Pinho e Alexandre Pinto da Costa – acordaram com Pinto da Costa, presidente do FC Porto, desenvolver um esquema destinado a gerar proveitos indevidos” na esfera dos envolvidos, segundo pode ler-se no despacho, a que a CNN Portugal teve acesso.

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Para colocarem jogadores no FC Porto, ou para os venderem do FC Porto para outros clubes, de acordo com o mesmo despacho do procurador, esses empresários “aceitam devolver, designadamente a Pinto da Costa, parte dos montantes cobrados em comissões pela sua intervenção como intermediários nesses negócios”.

No dia 22 de novembro, o Ministério Público mandatou 33 buscas, entre as quais à SAD azul e branca, afirmando estar a investigar o pagamento de comissões superiores a 20 milhões de euros relacionados com transferências de futebolistas.

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Já na altura, fontes judiciais disseram à CNN Portugal que Pinto da Costa era suspeito de ter recebido indevidamente dinheiro em negócios do futebol envolvendo o FC Porto.

O FC Porto não respondeu a perguntas colocadas pelos jornalistas, mas emitiu um comunicado, onde garantia que colaborará com a investigação.

Esta segunda-feira, na gala dos Dragões de Ouro, Pinto da Costa referiu-se a esta operação como uma "orquestração de certa comunicação social", acusando-a de "calúnia e mentira", esperando "ter tempo para demonstrar" que é "sério e honrado".

Os negócios em investigação

Ao todo, são 12 os negócios em investigação e em que o Ministério Público suspeita que Jorge Nuno Pinto da Costa terá ganho da forma descrita acima.

Entre 2013 e 2016, levantam suspeitas as transferências de Casemiro, Brahimi, Quaresma e Aboubakar.

Já de 2017 a 2020, são as transferências de Ricardo Pereira, Uribe, Éder Militão, Felipe, Zé Luís, Óliver Torres, Fábio Silva e Danilo Pereira que estão a ser escrutinadas.

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