Quando os jogadores do FC Porto foram festejar para a Feira Popular (e para alguns não correu bem)

14 nov, 08:02

A Máquina do Tempo viaja até 1995 para conhecer um jovem Domingos Paciência e acaba por descobrir os dotes para a dança de Vítor Baía, Jorge Costa, Paulinho Santos, Rui Barros, Folha ou Rui Jorge. Pelo meio houve quem acabasse a tarde quase a vomitar...

Em setembro de 1995 o FC Porto era campeão nacional em título e um senhor de nome Bobby Robson tinha devolvido a capacidade de sorrir a uma equipa habituada a ganhar.

Por isso, quando a TVI foi ao encontro de Domingos Paciência para conhecer melhor o goleador portista, encontrou um grupo que gostava de se divertir e não tinha medo do ridículo.

As imagens do plantel do FC Porto na antiga Feira Popular, ali na fronteira com Matosinhos, são a todos os títulos deliciosas. Jogadores como Jorge Costa, Vítor Baía, Paulinho Santos ou Folha tiraram a habitual expressão ameaçadora e mostraram-se de gargalhada fácil.

Os jogadores fizeram corridas de carrinhos de choque, aventuraram-se pelo ar, foram sorrir à sala dos espelhos e... acabaram a dançar. Sim, é verdade, temos imagens que o provam: os jogadores do FC Porto dançaram todos em plena sintonia o sucesso (sim, esta palavra é discutível, mas não vamos ser demasiado rigoroso), dançaram em sintonia, dizia-se, o sucesso «É o bicho, é o bicho».

Mas houve mais, claro.

Um bocado à força, o protagonista Domingos Paciência e o aventureiro Rui Barros lançaram-se na montanha-russa. O resultado não foi bom.

Domingos acabou sem palavras e Rui Barros ficou pálido como a cal: tão pálido, tão pálido que parecia que podia vomitar a qualquer altura.

O pequeno avançado – pequeno em tamanho, claro, grande em talento – até teve tonturas. Por isso as imagens apanharam-no sentado nas escadas.

Antes disso, a reportagem da TVI esteve em casa de Domingos, conheceu a esposa e os dois filhos. O que nos dá a possibilidade de conhecer Gonçalo Paciência com... treze meses de idade.

Segundo o avançado, Gonçalo Paciência era suposto ser uma menina, pelo menos era isso que os pais queriam, mas saiu um rapaz e mais traquinas do que o irmão João.

O irmão João, mais velho três anos e que, ainda segundo o pai, até era mais parecido com ele. Gonçalo seria mais parecido com a mãe. Mas João foi o único dos três filhos (mais tarde ainda nasceu Vasco) que não virou jogador de futebol.

Enfim, os genes têm este sentido de humor...

«Máquina do tempo» é uma rubrica do Maisfutebol que viaja ao passado, através do arquivo da TVI, para recuperar histórias curiosas ou marcantes dos últimos 30 anos do futebol português.

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