Clássicos ajudaram definir o campeonato, que os dragões lideraram isolados desde a 4.ª jornada
O FC Porto fez uma caminhada quase perfeita na primeira volta – 16 vitórias em 17 jogos, cedendo apenas um empate frente ao Benfica –, mas acabou por sofrer alguns sobressaltos na segunda fase do campeonato. A surpreendente derrota fora frente ao Casa Pia relançou a luta pelo título, porém, a vitória em Braga, depois dos empates frente a Sporting e Benfica, acabou por embalar os dragões para a conquista do 31.º campeonato nacional.
O Maisfutebol destaca os cinco momentos mais importantes no título portista:
1. Sporting-FC Porto, 1-2 (4.ª jornada)
O arranque foi fulgurante, mas foi em Alvalade o primeiro grande teste à fibra do novo dragão. A equipa de Francesco Farioli mostrou estar à altura do desafio e, com uma exibição muito personalizada, venceu o bicampeão, por 2-1. O reforço Luuk de Jong abriu o caminho (60m), ao fazer o único golo na época, antes de contrair uma grave lesão. Seguiu-se um golaço de William Gomes, quatro minutos depois, e nem mesmo o autogolo de Nehuén Pérez (74) comprometeu o triunfo. «Temos candidato!», podia exclamar-se. O FC Porto agarrou a liderança isolada e não mais a largou até ao fim.
2. FC Porto-Sporting, 1-1 (21.ª jornada)
Depois de uma primeira volta quase perfeita, o FC Porto escorregou de forma surpreendente na jornada 20, ao sofrer a primeira derrota, de forma surpreendente frente ao Casa Pia, e relançou a corrida pelo título. Com os rivais a uma distância de quatro pontos, o Clássico da ronda 21 ganhou novo interesse e o FC Porto esteve muito perto de dar um passo crucial – e aumentar de novo para sete pontos de vantagem – com um golo de Seko Fofana (76m). O final, porém, foi dramático no Dragão. Um penálti por mão na bola de Francisco Moura deu a Luis Suárez a hipótese de fazer o empate, aos 90+9, no último lance do jogo.
3. Benfica-FC Porto, 2-2 (25.ª jornada)
Nova visita a Lisboa, nova mostra de personalidade. Porém, se em Alvalade, o FC Porto chegou a uma vantagem de dois golos e garantiu o triunfo, na Luz o 2-0 não chegou para levar os três pontos. De novo, os reforços fizeram a diferença. O incontornável Froholdt abriu o marcador, logo aos 10 minutos, e uma jogada de antologia do menino Oskar Pietuszewski (40) ampliou o resultado ainda antes do intervalo. Resolvido? Nada disso. Já perto do fim, o Benfica resgatou um ponto, com golos de Schjelderup (69) e Leandro Barreiro (88). O líder não aproveitou o empate do Sporting em Braga (2-2) e continuou com «apenas» quatro pontos de vantagem.
4. Sp. Braga-FC Porto, 1-2 (27.ª jornada)
A Pedreira era vista como um dos últimos grandes obstáculos no caminho do título dos dragões. E a verdade é que o FC Porto teve um duelo tenaz, com direito a uma reviravolta no marcador e muita celebração no final.
Zalazar, de penálti (54), pôs o Sp. Braga a vencer, mas a reação portista foi avassaladora: William Gomes fez o empate (69) após uma arrancada de Pietuszewski e Seko Fofana, o homem dos golos importantes, entrou em cena para fazer o golo (aos 80) de uma vitória tirada a ferros Minho.
5. Estoril-FC Porto, 1-3 (29.ª jornada)
À euforia de Braga seguiu-se o trauma com o Famalicão. Após um golo nos descontos de Seko Fofana ter feito eclodir a festa no Dragão, no derradeiro lance do jogo os minhotos arrancaram um empate (2-2) que deixou o líder a duvidar de si próprio. Uma semana depois, no Estoril, chegou uma resposta à campeão. Numa das deslocações em teoria mais difíceis da reta final da época, os dragões chegaram, viram e venceram por 3-1: Pepê (14) e Froholdt marcaram (72), com Xeka a fazer ainda um autogolo (32). A cinco jornadas do fim, estava aberto em definitivo o caminho para o título.
