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«O que aconteceu com Galeno são coisas normais, não estamos arrependidos»

Sérgio Pereira , enviado-especial à Arábia Saudita
24 set 2024, 07:00

O Maisfutebol na Arábia Saudita com Domingos Soares Oliveira, CEO do Al Ittihad, que garante nesta entrevista que ele próprio explicou a situação a pessoas do FC Porto

Galeno foi um dos temas quentes do último mercado de transferências. O extremo do FC Porto esteve a negociar com o Al Ittihad, chegou a ter acordo fechado, mas não assinou.

O clube saudita acabou por contratar Steve Bergwijn, do Ajax, e Domingos Soares Oliveira garante que tudo se tratou de uma transferência normal, como acontecem tantas.

Nesta conversa com o MAISFUTEBOL e A Bola, em Riade, para onde viajaram a convite da Liga Saudita, o CEO do Al Ittihad diz ainda que na altura falou com o FC Porto.

O Galeno foi uma transferência não concretizada, o que motivou críticas também do FC Porto. O que é que aconteceu?

Nós tínhamos um conjunto de alvos identificados e, portanto, trabalhamos em cima desses alvos e trabalhamos com todos os clubes. Efetivamente o Galeno era um jogador que nos poderia interessar, mas dentro das opções que existiam, e eu próprio tive ocasião de falar com pessoas do FC Porto sobre as opções que tínhamos. Entendemos que efetivamente o Steve Bergwijn era um jogador que se adaptava mais às características do futebol saudita.

Mas porque é que a situação teve de ser levada ao limite que foi levada?

Porque são situações do futebol. Muitas vezes o último dia de transferências é o dia mais intenso e, portanto, as negociações são normais, são feitas com os clubes, são feitas com os jogadores, são feitas em função dos interesses do clube. Naquela altura, foi o que foi entendido fazer. E não estamos arrependidos.

Basicamente, vocês queriam manter mais do que uma opção em aberto por ser o último dia?

Nós temos sempre várias posições em aberto e relativamente à posição de extremo, tínhamos efetivamente um conjunto de jogadores que estavam identificados. É uma coisa normal. Quer dizer, não há nenhuma, nenhuma negociação que seja feita só com um alvo. Portanto, foi uma negociação que se prolongou para além daquilo que seria desejável. Mas é absolutamente normal. Quer aqui quer em qualquer lado. Em Portugal fechávamos muitos negócios praticamente no fim do mercado.

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