FC Porto quer alterar regulamentos e lembra caso dos emails

10 jul, 19:31
André Villas-Boas (Foto: FC Porto)

Villas-Boas diz que sanções no futebol português são demasiado leves

Na sequência da carta enviada pelo Benfica à Liga Portugal e aos clubes, através da qual os encarnados sugerem uma investigação sobre o envolvimento de ex-árbitros em estruturas do futebol, André Villas-Boas respondeu esta quinta-feira que é uma ideia «desproporcionada» e «infundada», que só serve para lançar um manto de suspeição sobre profissionais reconhecidos e experientes.

Numa carta enviada a Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, o dirigente portista classificou a proposta de investigação como uma falta de respeito para com profissionais do setor, apontando nomes como Pedro Proença e Paulo Costa como exemplos de competência e dedicação.

Villas-Boas destaca ainda que, a nível internacional, ex-árbitros como Pierluigi Collina, Howard Webb ou Bjorn Kuipers desempenham hoje funções de topo em estruturas do futebol, com prestígio e legitimidade.

«A arbitragem é parte essencial do ecossistema do futebol. A crescente profissionalização do setor justifica plenamente a contratação de técnicos especializados. Não surpreende, portanto, que ex-árbitros assumam funções de liderança em entidades como associações, federações ou confederações», pode ler-se

O caso dos emails, o Benfica-Sporting e os regulamentos

O presidente do FC Porto refere, depois, que esta não é a única  falta de respeito da carta do Benfica para com diversos profissionais do futebol, falando também de uma «omissão seletiva de factos que envolvem direta ou indiretamente própria Sociedade Desportiva em causa, no plano legal e jurídico».

A esse respeito, Villas-Boas evocou o caso dos emails, referindo ser um processo com contornos que revelam práticas que Rui Costa «classificou como influência direta ou indireta na arbitragem».

O FC Porto lamenta que, na altura, a SAD encarnada não tenha aderido ao apelo por mudanças estruturais, tentando assumir agora uma posição de liderança que o FC Porto considera incoerente.

«Os regulamentos das instituições que tutelam, regulam e organizam o futebol português necessitam de uma revisão profunda, adaptada à realidade atual e com visão de futuro. A aplicação recorrente de sanções de reduzida gravidade transmite a ideia de permissividade institucional. Situações como quebras de segurança nos estádios, ou agressões iminentes à integridade física de árbitros, treinadores e jogadores, não podem continuar a ser penalizadas com meras multas. Recordamos, a este respeito, os acontecimentos verificados no Estádio da Luz, aquando do jogo entre o Benfica e o Sporting, que evidenciam de forma gritante essa incongruência.»

A terminar, André Villas-Boas repete que espera que Reinaldo Teixeira «oriente com clareza e determinação o tratamento destes problemas» e reafirma a disponibilidade do FC Porto para participar em «discussões sérias, produtivas e para colaborar na concretização de medidas que efetivamente promovam a valorização do futebol nacional».

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