FC Porto desiste de construir academia na Maia

18 jun, 19:15
André Villas-Boas e Vítor Bruno (FC Porto)

Projeto tinha sido iniciado pela anterior administração do clube, liderada por Pinto da Costa

O FC Porto desistiu de construir uma academia na Maia, projeto que tinha sido iniciado pela anterior administração do clube, liderada por Pinto da Costa.

Em comunicado, os dragões informam que esta decisão surge depois de a direção de André Villas-Boas ter analisado os «vários elementos do projeto da Maia, incluindo do estado do procedimento de hasta pública para a aquisição dos terrenos (o que envolveu prévias reuniões com o Presidente do Município, bem como com o gabinete de arquitetura responsável pelo projeto)».

Ora, posto isto, explica que o FC Porto que decidiu desistir deste projeto depois de ter percebido que «não existia qualquer plano concreto de viabilidade financeira para a construção do centro de treinos na Maia» e que a anterior administração da SAD dos azuis e brancos «havia já falhado o pagamento da segunda prestação relativa ao procedimento de hasta pública para a aquisição dos terrenos ao Município da Maia».

«No dia de hoje, a atual Administração confirmou à Câmara Municipal da Maia que, efetivamente, o clube não teria nesta fase possibilidades financeiras de dar continuidade ao processo tendente à aquisição dos terrenos em causa», lê-se, na nota.

«A FC Porto SAD continuará agora a trabalhar afincadamente no sentido de analisar e explorar as alternativas disponíveis que permitam ao FC Porto, dentro dos constrangimentos que tem e sem hipotecar o seu futuro, vir a estar dotado das infraestruturas de que necessita para entrar na modernidade e continuar a ser uma referência a nível mundial», conclui o comunicado.

Mais tarde, também a autarquia da Maia lamentou os desenvolvimentos apresentados pelo FC Porto, num comunicado enviado às redações.

«Sem prejuízo de comunicação formal do FC Porto, que aguardamos ainda, só podemos lamentar que a situação financeira do clube não permita concretizar o projeto a que se propôs, que, estamos certos, engrandeceria o FC Porto e a Maia», escreveu a câmara da Maia.

O COMUNICADO DO FC PORTO:

«A Administração da SAD do FC Porto informa que:

Durante a campanha eleitoral o agora Presidente do FC Porto, André Villas-Boas, manifestou a sua preocupação com a forma - precipitada e pouco ponderada - como a anterior Administração tinha decidido avançar para o projeto de uma academia de formação e treino de atletas na cidade da Maia. Não obstante, deixou o agora Presidente a garantia de que, uma vez eleito, iria, juntamente com a sua equipa, analisar cuidadosamente o projeto, nomeadamente em termos de utilidade, timings de conclusão de obra e custo.

Após a entrada em funções no dia 28 de maio, a nova Administração procedeu à referida análise dos vários elementos do projeto da Maia, incluindo do estado do procedimento de hasta pública para a aquisição dos terrenos (o que envolveu prévias reuniões com o Presidente do Município, bem como com o gabinete de arquitetura responsável pelo projeto).

As preocupações manifestadas pela nova Administração quanto à forma como se decidiu avançar para o projeto da Maia, nomeadamente sem aparente consideração adequada sobre a capacidade financeira do Clube para, nesta fase, completar os diversos passos subjacentes ao projeto, incluindo a aquisição dos terrenos em causa, bem como a tramitação aparentemente acelerada do procedimento, vieram a revelar-se inteiramente fundadas.

Com efeito, para além de se ter verificado que, surpreendentemente, não existia qualquer plano concreto de viabilidade financeira para a construção do centro de treinos na Maia, veio também a verificar-se que a anterior Administração da SAD do FC Porto havia já falhado o pagamento da segunda prestação relativa ao procedimento de hasta pública para a aquisição dos terrenos ao Município da Maia. No dia de hoje, a atual Administração confirmou à CM Maia que, efetivamente, o Clube não teria nesta fase possibilidades financeiras de dar continuidade ao processo tendente à aquisição dos terrenos em causa.

A FC Porto SAD continuará agora a trabalhar afincadamente no sentido de analisar e explorar as alternativas disponíveis que permitam ao FC Porto, dentro dos constrangimentos que tem e sem hipotecar o seu futuro, vir a estar dotado das infraestruturas de que necessita para entrar na modernidade e continuar a ser uma referência a nível mundial.»

[artigo atualizado]

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