Farense - Braga, 0-1 (reportagem)
Declarações de Tozé Marreco, treinador do Farense, em conferência de imprensa, após a derrota por 0-1 frente ao Sporting de Braga, este sábado, 15 de Março, no Estádio São Luís, em Faro.
[Que análise faz a um jogo em que o Farense talvez tenha feito uma das melhores exibições da época?]
Tem sido lugar-comum o que se tem passado nestes jogos. São socos consecutivos naquilo que produzimos, e os poucos golos que marcamos aqui no São Luís.
É frustrante, porque mais uma vez criámos tantas situações, contra uma equipa que está a fazer o campeonato que está a fazer, e não conseguimos fazer golos.
Se me pergunta se tenho justificação para isso, não tenho, porque efetivamente, na primeira parte – na segunda parte menos, porque o Sporting de Braga equilibrou –, a quantidade de situações que temos são muitas para, pelo menos, fazermos um golo.
A segunda parte foi equilibrada, mas lembro-me de oportunidades do Elves [Baldé] e do Rony [Lopes]. É inexplicável o facto de não fazermos golos no nosso estádio.
É um sentimento de muita frustração por ainda não termos o equivalente em pontos às exibições que temos feito.
[Pelas suas contas, como é que o Farense vai evitar a despromoção?]
Não vale a pena fazer contas. A situação está muito difícil. Andamos a remar contra a maré desde a primeira jornada. O campeonato, para o Farense, esteve sempre muito difícil.
Estão cada vez menos pontos em jogo, aquilo a que nos agarramos é a cada jogo. Encarar a realidade, insistir no que temos de insistir e encarar cada jogo como se fosse o último, como os rapazes fizeram, que deram mais uma vez tudo deles.
Dar tudo de nós, trabalhar nos limites como temos feito sempre. Cabeça muito bem levantada, porque temos trabalhado para dar a volta à situação. No que controlamos, voltámos a fazer mais um jogo competente, tal como fizemos com o Rio Ave e o Gil Vicente. Não estamos a conseguir fazer pontos, mas temos de insistir no que está a ser bem feito.
[O que o levou a acabar com o sistema de três centrais?]
Eu não deixei o sistema de três centrais. O que se passou é que atacámos num 4-2-4 e defendemos num 5-2-3. O Pastor mais por dentro, o Rony a fechar corredor e foi essa a alteração que fizemos.
Queríamos encaixar aqueles quatro na frente para dar um sinal, ainda por mais aqui em casa. Não tem a ver com sistemas; nós, a três, criámos muito com o Rio Ave, com o Gil, mas queríamos dar uma entrada diferente no jogo e a estratégia passou por aí.
O que produzimos, uma vez mais, deixa-me orgulhoso dos jogadores, no aspeto do que tem lutado e feito.
[O campeonato vai sofrer uma paragem para os compromissos das seleções. Isso é benéfico?]
Não me parece que seja. Estamos 17 dias sem jogar e depois metem-se dois jogos numa semana… Pouca sorte com o calendário porque não faz grande sentido, mas é o que é.
Nós queríamos jogar já amanhã.