O príncipe Harry diz que não quer atacar ninguém, "especialmente a madrasta", mas revela conversa em que pediu ao pai para não se casar com Camila

9 jan, 10:18

Diz ainda que esta conversa acabou nos jornais e responsabiliza Camila por isso

O príncipe Harry lança ataques contra vários membros da família real. Numa entrevista ao canal britânico ITV, na sequência do lançamento do seu livro de memórias, que foi divulgada este domingo à noite e da qual já tinham sido revelados excertos, o duque de Sussex lança ataques contra o rei, a madrasta e o irmão, bem como outros membros da família real. Harry diz que decidiu falar porque continuar em silêncio “só permite que o agressor abuse”.

Durante a entrevista foram lidos vários trechos da autobiografia, na qual Harry escreve que viu os seus próprios interesses “sacrificados” em prol do “altar de relações públicas” de Camila. Na entrevista, garante que não está a atacar ninguém de forma deliberada. “Nada do que eu disse é contundente contra qualquer membro da minha família, especialmente a minha madrasta. Há coisas que aconteceram que foram incrivelmente dolorosas para mim. Algumas no passado, outras atuais.”

Harry diz que a família real teve uma “reação horrível” aquando da morte da rainha e que estiveram sempre “de pé atrás”. Declarações que vêm na sequência das acusações que faz no livro de que Meghan “não foi bem-vinda” no castelo de Balmoral.

O príncipe falou também sobre a relação que a família real mantém com a imprensa e assegura que “alguns membros da realeza decidiram ir para a cama com o diabo” para reabilitar a imagem junto dos jornais. “Amo o meu pai, amo o meu irmão, amo a minha família”, rematou, garantindo que não teve qualquer intenção de os magoar ou prejudicar.

Harry disse ainda que os diferentes membros da realeza competem pelos holofotes na imprensa. William e Kate também foram vítimas dessa competição “por parte do meu pai, da minha madrasta ou do escritório deles”. E diz que estava convencido de que estaria imune por ser um “suplente” do herdeiro da coroa. “Como estava errado… O mesmo que William e Kate experimentaram por parte do pai e de Camila aconteceu connosco e aconteceu no escritório de William e Kate também”, alegou.

No livro, Harry revela que ele e o irmão pediram a Carlos que não se casasse com Camila. Para que ficassem juntos mas sem casamento. “Ele não respondeu. Mas ela atendeu. Imediatamente. Pouco depois de nossas reuniões particulares com ela, ela começou a jogar o jogo longo. Uma campanha visando o casamento e, eventualmente, a coroa, com a bênção do pai, presumimos”, revelou.

“As histórias começaram a aparecer em todos os jornais sobre as suas conversas particulares com Willy. Histórias que continham detalhes precisos, nenhum dos quais veio de Willy, é claro. Detalhes que só poderiam ter vazado pela outra pessoa presente na conversa”, acrescentou.

Questionado sobre as razões que o levaram a escrever o livro e a divulgar conversas particulares que teve com familiares, Harry justificou que o nível de notícias que foram publicadas nos jornais e que vieram do seio da família real era tal que, na sua cabeça, “eles escreveram inúmeros livros”. “Certamente milhões de palavras foram dedicadas a tentar destruir minha esposa e a mim mesmo a ponto de ter de deixar o meu país”, disse.

Ainda na mesma entrevista, negou que tenham acusado membros da família real de racismo na entrevista que deram a Oprah Winfrey. “A imprensa britânica disse isso.” Harry garantiu que os comentários relatados sobre a cor da pele de seu filho Archie foram descritos como preconceito inconsciente e não racismo.

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