Famalicão-Farense, 1-2 (crónica)

Nuno Dantas , Estádio Municipal de Famalicão
21 dez 2024, 17:34
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Leões de Faro entregam lanterna vermelha

A primeira vitória fora de portas valeu ao Farense a saída do último lugar da Liga, entregando um presente de Natal envenenado ao Arouca: a lanterna vermelha. Os leões de Faro apareceram em Famalicão, onde há 32 anos não venciam, com uma estratégia bem montada e mais tranquilos, apesar de ocuparem o último lugar da tabela.

Marco Matias abriu o marcador no primeiro tempo e Miguel Menino, com um golaço, ampliou a vantagem. Oscar Aranda, na transformação de uma grande penalidade, ainda devolveu a esperança aos famalicenses, porém a turma do Algarve soube segurar o triunfo.

Eficácia algarvia

Os primeiros 45 minutos foram muito táticos e com duas formações a apresentar estratégias completamente diferentes. O Famalicão a assumir as despesas da partida e o Farense a jogar com um bloco baixo, apostando no erro adversário para sair em transições rápidas. Os locais sentiram sempre muitas dificuldades em acelerar nem dar profundidade ao seu jogo, facilitando a vida aos algarvios. Zaydou jogava quase a dez, ficando um pouco perdido, e Gustavo Sá acabava quase por jogar a ponta de lança, acabando os dois por estar em sub-rendimento.

Hugo Oliveira, depois da estreia positiva em Braga (3-3), foi a jogo com a mesma equipa, apenas com a alteração já anunciada na véspera. Carevic substituiu na baliza o lesionado Zlobin - de fora por «tempo indeterminado» devido a uma «laceração do córtex renal grau IV (rim esquerdo)». Já Tozé Marreco trocou duas peças na equipa após a derrota caseira com o Gil Vicente. Raúl Silva e Paulo Victor saíram da equipa e foram rendidos por Poloni e Cláudio Falcão (o médio jogou no eixo da defesa).

A primeira parte foi jogada longe das balizas e só teve dois lances de real perigo. Os locais foram os primeiros a estar perto de marcar. Após canto marcado à maneira curta, Aranda cruzou da direita para cabeçada de Topic, no coração da área, ao poste da baliza à guarda de Ricardo Velho. À meia hora de jogo, numa jogada que espelha a estratégia que Marreco levou para o jogo, os algarvios marcaram. Gil Dias perdeu a bola, contra-ataque rápido com Elves Baldé a cruzar da direita para entrada de rompante de Marco Matias a cabecear para golo.

Colocavam-se em vantagem os leões de Faro e deixavam os minhotos intranquilos, tal como os seus adeptos que, bem cedo, começaram a assobiar a equipa sempre que esta mostrava dificuldades em chegar ao ataque.

Emoção só no final

Tudo o que Hugo Oliveira possa ter dito durante o descanso caiu por terra logo após o reatamento com o segundo golo do Farense. Miguel Menino aproveitou o mau alívio da defensiva local e rematou em arco para a gaveta. Golaço do médio algarvio a ampliar a vantagem forasteira.

O técnico dos minhotos reagiu de imediato, aumentando o peso no ataque com a entrada de Mario Gonzalez e refrescando a ala com Sorriso. O Famalicão ganhou nova vida e começou a acercar-se da baliza visitante com maior perigo. Aranda deu o mote, com um forte remate de pé esquerdo à trave e, logo de seguida, numa aselhice de Neto, os famalicenses beneficiaram de uma grande penalidade. O médio brasileiro rasteirou Sorriso na área e, na conversão, Oscar Aranda reduziu para 2-1.

A FIGURA: Miguel Menino (Farense)

O médio do Farense encheu o campo e foi premiado com o triunfo e com um grande golo. No recomeço da segunda parte, um remate em arco deu o segundo golo aos algarvios, dando mais tranquilidade à equipa. Acabou substituído depois de levar um cartão amarelo, sacrificando-se pela equipa.

O MOMENTO: Golo de Menino

Que golaço! Valeu o bilhete para o jogo. Miguel Menino recebeu o esférico já dentro da área e, com toda a classe do mundo, rematou em arco para o fundo das redes. Valeu os três pontos.

NEGATIVO: Impaciência da massa adepta do Famalicão

Foi estranho ver a equipa que estava, até então, em último lugar ser a mais tranquila dentro e fora das quatro linhas. Os adeptos do Famalicão foram os primeiros a assobiar a equipa, num momento em que mais precisavam de apoio, e no primeiro jogo em casa do novo treinador. Hugo Oliveira tem muito trabalho para convencer a massa adepta famalicense.

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