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Famalicão-AVS, 4-1 (crónica)

Nuno Dantas , Estádio Municipal de Famalicão
30 mar 2025, 17:40

Goleada famalicense em várias línguas

Foi uma goleada do Famalicão em várias línguas, que coloca a formação minhota no 8.º lugar e deixa o AVS em situação cada vez mais aflitiva. Depois de uma primeira metade com poucos motivos de interesse, os famalicenses entraram com tudo para a etapa complementar, acabando por marcar quatro golos, contra um do emblema da Vila das Aves.

Elisor e Mathias de Amorim escreveram em francês os dois primeiros golos dos locais. Sorriso fez o mesmo em português do Brasil e Zabiri fechou a contagem com mais um tento em árabe. Do outro lado, apenas Nenê soube colocar o esférico no fundo das redes. O avançado brasileiro, que já não marcava desde agosto, tornou-se no segundo jogador mais velho de sempre a marcar no principal campeonato português.

O Famalicão soma agora 37 pontos e fica à espera do que vai fazer o Estoril diante do FC Porto. Já o AVS permanece na 15.ª posição, com os mesmos 23 pontos, e pode ver o Gil Vicente fugir, em caso de triunfo no Bessa.

Primeira parte muito tática

Hugo Oliveira fez duas alterações no onze depois da derrota (3-1) em Alvalade com o Sporting. O técnico famalicense mexeu no meio-campo, trocando Mathias de Amorim por Topic, e na frente de ataque, promovendo a estreia a titular de Simon Elisor em detrimento de Sejk. Já Rui Ferreira mudou quatro após o desaire (2-0) no Dragão com o FC Porto. Rodriguez, expulspo nesse encontro, foi rendido no eixo da defesa por Jorge Teixeira, enquanto Kiki Afonso assumiu o lugar de Eric Veiga à esquerda. No miolo de terreno, Gustavo Assunção entrou para o lugar de John Mercado e Nenê rendeu Zé Luís no ataque.

Os primeiros 45 minutos foram muito táticos, face à importância do encontro, e jogados longe das balizas. A formação local foi a que esteve mais perto de inaugurar o marcador, contudo faltou eficácia. Elisor deu o primeiro sinal de perigo com um remate cruzado ao lado. Pouco depois, Gustavo Sá a apareceu no coração da área a rematar rente ao poste. Já perto do fecho do primeiro tempo, novamente Elisor a aparecer solto na área e a cabecear ao lado. Podia ter feito bem melhor, perante um AVS à espera para ver o que o jogo dava.

Os golos são como o ketchup

O Famalicão capitalizou o ascendente no reatamento. Rodrigo Pinheiro tirou cruzamento da direita e Simon Elisor apareceu na área a cabecear para golo. Logo depois, Aranda entrou na área pela esquerda e obrigou Ochoa a uma defesa de recurso com os pés. Na melhor fase famalicense, o AVS marcou na primeira vez que chegou à baliza com perigo. Vasco Lopes trabalhou bem, deu em Tomás Tavares, que cruzou para Nenê cabecear para o empate.

A festa do emblema da Vila das Aves durou muito pouco, já que, dois minutos depois, Gustavo Sá entrava na área e cruzava para o remate na passada de Mathias de Amorim para o fundo das redes. Os treinadores foram refrescando as equipas, mas a turma minhota estava melhor e acabou por sentenciar a partida. Van de Looi viu bem a desmarcação de Sorriso, endossou-lhe o esférico e o brasileiro, à saída de Ochoa, não perdoou.

Até ao final, o Famalicão controlou completamente as operações e ainda deu para ampliar a vantagem. Gil Dias apareceu à esquerda a cruzar rasteiro para o segundo poste onde apareceu Zabiri a selar o resultado.

A FIGURA: Sorriso (Famalicão)

Grande exibição do extremo famalicense, coroada com um golo. Sorriso esteve sempre muito ativo no lado direito do ataque e, quando teve oportunidade, marcou. À saída de Ochoa, o avançado não perdoou e fez o golo do descanso. Esteve na jogada dos dois primeiros golo.

O MOMENTO: Golo de Nenê

Nenê tornou-se no segundo jogador mais velho a marcar no campeonato português – 41 anos, oito meses e dois dias – ultrapassando José Torres – 41 anos, três meses e oito dias. O mais velho da história é Oliveira, do Académico do Porto, em 1939, que marcou aos 43 anos!

NEGATIVO: Ausência dos Fama Boys

O duelo entre Famalicão e AVS ficou marcado pela ausência da claque famalicense, o que não acontecia 35 anos, desde a sua fundação. Divergências internas na claque estarão na origem da ausência, estando o clube à margem da situação, embora aberta para mediar o conflito.

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