Treinador do Famalicão não gostou do excesso de paragens que a partida teve
Armando Evangelista, treinador do Famalicão, na sala de imprensa, após igualdade (0-0) frente ao Nacional:
«Quando olhamos para a prestação do adversário para o que tem sido o início de Liga, sabíamos que tínhamos de entrar fortes e fazer um golo para desmontar a linha defensiva do Nacional. Parecia que havia uma equipa a querer ganhar o jogo e outra que não queria perder. O que poderia desbloquear isto era um jogo e aí construir outro tipo de resultado. É difícil jogar quando uma equipa quer dar ritmo de jogo, chegar ao golo e do outro lado uma equipa a querer retirar qualidade ao jogo, com muitos momentos parados e acaba por tirar o ritmo ao jogo.
Em termos gerais, a nossa equipa mostrou a atitude certa, vontade de ganhar e atitude competitiva que gostei. Com a lesão do Sorriso, que é um jogador muito vertical, tem golo e assistência, perdemos algumas referências na área. Fiquei contente com a entrada do Gil Dias, que vem de uma paragem, mas deu uma boa resposta, mais do que esperava.
[que dinâmicas procura agora à esquerda com o Rodrigo Pinheiro?] O Rodrigo é um jogador que nos dois primeiros terços do terreno é muito competente, jogando à esquerda tem mais dificuldade no último terço para definir. Por isso é que colocamos por dentro, para colmatar isso mesmo. Resultou muitas vezes, mas a verdade é que nem sempre definimos como poderíamos definir e a falta de referências na área, prejudicou.
[Jogo com decisões difíceis a semana passada, hoje com também muitas paragens. Como reage a equipa a isto?] Não é positivo, não é isto que queremos para o futebol, não vivo o futebol desta forma. Não sei que mal fizemos, muito sinceramente não sei. Em todos os jogos mostramos ambição, vontade de ganhar, dar bons espetáculos e depois estas coisas em nada contribuiu. É uma equipa jovem e estas coisas tiram o foco, enerva-os e tira a clarividência que o jogo precisa».
