Do gelo veio a vitória de um dragão a cuspir fogo
O dragão apareceu em Famalicão a cuspir fogo, mas a vitória acabou por sair do gelo dinamarquês. Depois do empate europeu, o FC Porto surgiu no Minho com forte pendor ofensivo, contudo muito perdulário. Apesar de dispor de muitas oportunidades de golo, o único que encontrou o caminho da baliza foi Victor Froholdt.
Os famalicenses nunca conseguiram ter bola, como tanto gostam, e só por uma ocasião estiveram perto de marcar. O remate de Zabiri esbarrou caprichosamente no poste da baliza à guarda de Diogo Costa, que acabou por ter uma noite descansada. Os azuis e brancos seguraram a liderança isolada.
Dragões cheios de fogo
Depois de mais uma jornada europeia, Farioli voltou a trocar oito e a apostar no onze que bateu em casa o Sp. Braga na jornada anterior. Já Hugo Oliveira fez duas alterações depois do triunfo na Madeira diante do Nacional. Zabiri e Gil Dias foram a jogo e relegaram para o banco Joujou e Elisor.
Os dragões entraram a todo o valor, cuspindo fogo por todo o lado, e quase marcavam na saída. Froholdt apareceu solto na área, mas embrulhou-se com um adversário e perdeu a oportunidade. O Famalicão sentia muitas dificuldades em construir jogo porque eram imediatamente abafados pelos portistas.
No campo do desperdício, Samu, Rodrigo Mora e Francisco Moura estiveram em alta. O avançado espanhol, isolado, permitiu a mancha de Carevic; o jovem prodígio português tentou em arco e viu o esférico sair rente ao poste; já o lateral rematou cruzado, contudo falhou o alvo. À passagem do minuto 20, os azuis e brancos sofreram uma baica de peso. Bednarek lesionou-se e foi substituído por Pablo Rosario.
Os famalicenses aproveitaram o tempo de adaptação do médio a defesa central e criaram a única ocasião de golo dos primeiros 45 minutos. Zabiri recebeu o esférico já no interior da área e rematou em jeito ao poste. Os dragões acusaram o toque e continuaram a carregar sobre os minhotos.
Samu voltou a perder o duelo com Carevic – defesa após cabeçada do espanhol – e acabou por ser Froholdt a marcar. Calcanhar de Mora a desmarcar Francisco Moura que cruzou rasteiro para o coração da área onde apareceu o dinamarquês a marcar de pé esquerdo. Festa portista e justiça no marcador. Ainda antes do descanso, William Gomes esteve duas vezes isolado, no entanto desperdiçou ambas.
Controlar para no Minho ganhar
A toada de jogo manteve-se na segunda metade. Os portistas voltaram a entrar mandões, mas com menos chegada à baliza. Ainda assim, Samu esteve muito perto de ampliar a vantagem. Isolado, picou a bola por cima de Carevic e foi Pedro Bondo, em cima da linha, a evitar o golo. Por esta altura, já Borja e Gabri Veiga tinham ido a jogo. Do lado dos famalicenes, Hugo Oliveira também fez três alterações de uma assentada, refrescando a frente de ataque.
Até ao final, os portistas tentaram controlar o jogo com bola e foram muito eficazes a fazê-lo. O A espaços, o Famalicão conseguiu ter bola, contudo nunca conseguiu criar uma verdadeira ocasião de golo. Os dragões regressam à cidade invicta com três preciosos pontos.