Aulas arrancam daqui a duas semanas
O ministro da Educação admitiu esta terça-feira que o ano letivo pode arrancar com falta de professores nas escolas. Questionado sobre a falta de professores a cerca de duas semanas do início do ano letivo, que arranca entre 11 e 15 de setembro, o ministro da Educação, Ciência e Inovação argumentou que não é possível “resolver os problemas estruturais que se arrastam há muitos anos”.
Sem contabilizar, uma vez que os processos de contratação de professores estão a decorrer, disse que as aulas vão começar para alguns alunos com algumas falhas. “A nossa batalha, nesta fase inicial, à medida que garantimos mais formação de professores e alargamos o leque de contratação de professores, é que as escolas tenham flexibilidade e instrumentos adicionais para conseguirem responder a estas faltas de curto prazo”, referiu.
Na semana passada, as escolas tinham ainda cerca de três mil horários de professores por preencher e o Governo anunciou a abertura de um concurso extraordinário com quase 1.800 vagas de vinculação nas zonas com maiores dificuldades em atrair docentes. Entretanto, prosseguem as reservas de recrutamento que permitem às escolas contratar semanalmente mais docentes, tendo os diretores também a hipótese de recorrer às contratações de escolas.
Segundo o ministro, os resultados do concurso extraordinário deverão ser conhecidos em novembro. “Só quando as aulas começarem é que nós faremos o primeiro balanço de todo este processo de colocação, porque há vagas que não estão preenchidas, mas centenas de vagas vão ser preenchidas nas próximas semanas”, referiu.
Apesar de tudo isto, o ministro diz acreditar num regresso às aulas com a “máxima normalidade” e que as escolas consigam suprimir falhas. “Estamos a trabalhar para que o arranque letivo se inicie com a máxima normalidade. O ano passado isso aconteceu, estou certo de que este ano também vai acontecer.”
