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Diretor da Frontex demite-se na sequência de alegações de afastamento ilegal de migrantes

29 abr 2022, 12:37
Fabrice Leggeri (AP)

Agência da União Europeia que controla as fronteiras externas do bloco está a ser investigada por violações dos Direitos Humanos

O diretor da Frontex, a agência da União Europeia para o controlo das fronteiras externas do bloco, demitiu-se esta sexta-feira, após acusações de afastamento ilegal de migrantes por parte da organização. A informação foi confirmada à Reuters por uma fonte anónima.

Fabrice Leggeri estava no cargo desde 2015, altura do pico da crise de refugiados. O ano passado, o OLAF (Organismo Europeu de Luta Antifraude) abriu uma investigação às alegadas violações dos Direitos Humanos por parte da Frontex.

O relatório final não é público, mas o alemão Erik Marquardt, deputado no Parlamento Europeu pelos Verdes, citou o sumário do mesmo a 2 de março, que concluiu que “os líderes da Frontex estavam cientes das violações dos Direitos Humanos e evitaram, de forma deliberada, reportá-las".

O Parlamento Europeu também elaborou, no ano passado, um relatório a estas alegações, tendo-o publicado posteriormente.

"Vários atores confiáveis relataram consistentemente violações dos direitos fundamentais nas fronteiras de vários Estados-Membros, mas a Frontex geralmente desconsiderou-os. A agência também não conseguiu responder adequadamente a observações internas sobre certos casos de prováveis violações dos direitos fundamentais nos Estados-Membros”, pode ler-se no relatório, citado pela Reuters.

Tanto o porta-voz da Frontex, Piotr Switalski, como a Comissão Europeia, recusaram comentar o caso. A instituição liderada por Ursula von der Leyen afirmou apenas que a agência sediada em Varsóvia iria ter uma sessão extraordinária para discutir “dificuldades específicas”.

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