Testemunhas da morte do agente Fábio Guerra protegidas das ameaças de fuzileiros

22 set, 16:53

Prevaleceu o perigo de perturbação do inquérito pelo condicionar de testemunhas através de ameaças físicas

Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko, os dois fuzileiros que respondem pelo homicídio qualificado do agente da PSP Fábio Guerra, e por mais três crimes de ofensas à integridade física, cometidos à porta da discoteca Mome, em Lisboa, há precisamente seis meses, viram esta quinta-feira o Tribunal da Relação mantê-los em prisão preventiva.

Os juízes considerarem que não existe “perigo de perturbação da ordem pública”, segundo o acórdão a que a CNN Portugal teve acesso, mas prevaleceu o perigo de perturbação do inquérito pelo condicionar de testemunhas através de ameaças físicas. Algumas, de resto, já pediram acesso ao regime de proteção de testemunhas.  

Neste caso, recorde-se, a prova testemunhal é determinante. Há testemunhos "lapidares", com referências a "violência gratuita perante socos knock-out"; e descrições de que "as cabeças das vítimas pareciam bolas de futebol”.
 
"Entendemos que existe um risco sério de pressão sobre as testemunhas, demovendo-as de colaborarem com a justiça, afirmando mesmo o Ministério Público que algumas requereram a aplicação do regime de proteção de testemunhas", lê-se.

Entretanto, a acusação do Ministério Público deverá ser conhecida nas próximas horas, para acautelar prazos de manutenção de prisão preventiva.

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