Fuzileiros acusados pelo homicídio do agente Fábio Guerra

23 set, 14:05

CNN Portugal teve acesso ao despacho da acusação, que descreve as agressões

Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko, ambos fuzileiros, foram esta sexta-feira acusados pelo Ministério Público de homicídio qualificado do agente da PSP Fábio Guerra, cometidos à porta da discoteca Mome, em Lisboa, em março passado, num despacho a que a CNN Portugal teve acesso.

Respondem ainda por crimes de ofensas à integridade física, por violentas agressões a outros clientes da discoteca, num despacho da procuradora Felismina Carvalho Franco, do DIAP de Lisboa. Arriscam pena máxima, de 25 anos de prisão.

Já ontem tinham visto o Tribunal da Relação mantê-los em prisão preventiva – apesar de os juízes considerarem que não existe “perigo de perturbação da ordem pública”. Prevaleceu o perigo de perturbação do inquérito, pelo condicionar de testemunhas através de ameaças físicas.

Algumas, de resto, vão ter direito ao regime de proteção de testemunhas.  

Neste caso, recorde-se, a prova testemunhal é determinante. Há testemunhos "lapidares", com referências a "violência gratuita perante socos knock-out"; e descrições de que "as cabeças das vítimas pareciam bolas de futebol”.
 
"Entendemos que existe um risco sério de pressão sobre as testemunhas, demovendo-as de colaborarem com a justiça, afirmando mesmo o Ministério Público que algumas requereram a aplicação do regime de proteção de testemunhas", lê-se no acórdão da Relação.

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