Popularizados durante a Rússia imperial, estes objetos de joalharia estão já de longe de serem uma coqueluche de Moscovo ou São Petersburgo
Outrora uma das joias da coroa do Império Russo, a luxuosa Fabergé está já longe daquilo que foi nos finais do século XIX, quando era o expoente máximo da riqueza de várias casas reais por essa Europa fora, a começar em São Petersburgo.
Esta segunda-feira a empresa deu um novo passo rumo a esse afastamento, depois de ter sido vendida por 50 milhões de dólares (cerca de 42 milhões de euros).
O comprador é o empresário do setor da tecnologia Sergei Mosunov, dono da Mosunov SMG Capital, uma empresa sedeada nos Estados Unidos.
O destino da mítica fabricante dos ovos mais caros do mundo volta a mudar, depois de cerca de 10 anos nas mãos da britânica Gemfields.
Voltando atrás, o primeiro ovo foi feito por Peter Carl Fabergé para os czares Alexandre III e Nicolau II, os últimos imperadores da Rússia antes da revolução soviética. Entre o ano de 1885 e 1916 foram feitos cerca de 50 ovos, sendo que mais de 40 conseguiram sobreviver aos tumultos.
Já bem longe dessa realidade, o magnata do petróleo e gás natural Viktor Vekselberg comprou nove ovos imperiais por mais de 90 milhões de dólares, ficando com a segunda maior coleção de ovos em todo o mundo.
A Fabergé acabou por diversificar o negócio, passando a fabricar também outras peças de joalharia, além de relógios. Mas os ovos continuaram no seu imaginário.
Quanto a Mosunov, um russo que vive no Reino Unido, está contente com a “grande honra de se tornar dono de uma marca fantástica e globalmente reconhecida”.
Olhando para a frente, o foco continua a ser a construção de joias.