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"Um salto monumental". O que é o F-47, o novo caça invisível que Donald Trump batizou em sua própria homenagem?

22 mar 2025, 00:02
Donald Trump apresenta o F-47, o novo caça dos EUA (Pool via AP)
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Trump admitiu que uma versão experimental da aeronave já está a sobrevoar os céus em segredo há cinco anos e que o F-47 vai desempenhar o papel de "maestro" no comando de uma vasta frota de aeronaves não-tripuladas

O presidente norte-americano anunciou que a Boeing recebeu o contrato para desenvolver o novo caça de sexta geração norte-americano, o F-47, que deve substituir um dos aviões de combate mais temidos do mundo, o F-22.

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea norte-americana, o general David W.Allvin, acredita que o F-47 vai ser "um salto monumental" que vai permitir aos Estados Unidos da América manter a superioridade nos céus. Apesar de o caminho ainda ser longo, a Força Aérea norte-americana acredita que o F-47 vai ser "o caça mais avançado, letal e adaptável alguma vez desenvolvido" e que este terá como missão "ultrapassar, manobrar e derrotar qualquer adversário" que enfrente os pilotos americanos. 

Na Sala Oval, Donald Trump admitiu que uma versão experimental da aeronave já está a sobrevoar os céus em segredo há cinco anos. 

Outros países, como China e Rússia estão a desenvolver aviões de combate de sexta geração, mas o caminho é longo. Na Europa, existem dois caças de sexta geração em desenvolvimento: o Future Combat Air System (FCAS), desenvolvido por França, Alemanha e Espanha, e o Global Combat Air Programme, desenvolvido por Itália, Japão e Reino Unido.

"Nós conhecemos todos os outros aviões. Eu vi-os todos e nem sequer estão perto. Isto é outro nível", afirma Donald Trump, que batizou o novo caça de F-47 porque o 47 "é um número muito bonito" que corresponde ao facto de ele ser o 47.º presidente americano.

Donald Trump apresenta o F-47, o novo caça dos EUA (Pool via AP)

A verdade é que pouco se sabe em relação a esta aeronave além do seu conceito. A visão por detrás deste projeto passa por uma completa revolução do combate aéreo, criando um avião de combate furtivo que serve como uma plataforma central, mas que será apoiado pelo que a força aérea chama de drones de combate colaborativos. No fundo, o F-47 vai desempenhar o papel de "maestro" no comando de uma vasta frota de aeronaves não-tripuladas.

Os 20 mil milhões de dólares que o Pentágono vai atribuir à Boeing para criar esta aeronave incluem também o desenvolvimento de uma frota de drones de combate com "altos níveis de autonomia", bem como armamento específico, sistemas de guerra eletrónica, sensores e um ecossistema que permita estes sistemas comunicarem entre si.

O F-47 vai ter um maior alcance que o seu antecessor e deverá ter uma capacidade furtiva superior à do F-22, que já é considerado um dos aviões de combate mais furtivos do mundo. O presidente revelou que a aeronave vai poder voar a uma velocidade duas vezes superior à do som. 

Estima-se que o custo por aeronave, assim que a produção em série começar, possa ascender aos 300 milhões de dólares. No entanto, a julgar pelo desenvolvimento de antigas aeronaves americanas, é possível que este valor possa ser bem superior.

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