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20 mortos, 53 feridos graves e mais de 2.600 acidentes. O balanço da Operação Páscoa feito pela PSP e GNR

CNN Portugal , AM com Lusa - notícia atualizada às 10:57
7 abr, 09:48

Ministério da Administração Interna manifestou “profunda preocupação e consternação” com o balanço feito pela GNR e pela PSP

As operações especiais de GNR e PSP dedicadas ao trânsito no período da Páscoa registaram até segunda-feira um total de 20 mortos em 2.602 acidentes rodoviários, além de outras 53 pessoas terem ficado gravemente feridas.

Entre os milhares de condutores fiscalizados naqueles períodos, 692 foram mesmo detidos por conduzirem com taxas de álcool no sangue iguais ou superiores a 1,2 g/l, segundo os balanços provisórios finais de ambas as forças de segurança.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) detetou 2.390 veículos em excesso de velocidade e houve outras 1.042 contraordenações por falta de inspeção periódica obrigatória da viatura e mais 240 por falta de seguro, no âmbito da operação “Páscoa 2026”, entre 02 e 06 de abril.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) detetou 693 veículos em excesso de velocidade e houve outras 611 contraordenações por falta de inspeção periódica obrigatória da viatura e mais 285 por falta de seguro, na operação “Polícia Sempre Presente: Páscoa em Segurança 2026", entre 27 de março e 06 de abril.

A PSP registou também 430 ocorrências de violência doméstica - menos 53 do que no mesmo período do ano passado – mas foram detidos mais seis suspeitos do que em 2025, num total de 19 pessoas.

Outros 117 indivíduos foram detidos por suspeita de tráfico de estupefacientes - mais 57 do que há um ano -, e os agentes policiais apreenderam 14.020 doses individuais de drogas diversas.

Mais 130 armas foram confiscadas também face a 2025 (total de 198): 19 armas de fogo, 162 armas brancas e 17 de outros tipos.

No mesmo período, a PSP apreendeu ainda 1.825 artigos de pirotecnia - mais 1.355 do que no mesmo período do ano passado.

"Traumas muito difíceis de recuperar"

O Ministério da Administração Interna manifestou “profunda preocupação e consternação” com o balanço feito pela GNR e pela PSP.

"Cada vida perdida nas estradas representa uma tragédia pessoal e uma família destruída. Nenhuma morte na estrada é aceitável. Lembramos também os tantos feridos que ficarão com sequelas para a vida, traumas muito difíceis de recuperar. É tempo de uma reflexão séria. Mais que isso, é tempo de agir. É o que faremos muito em breve com a apresentação de um pacote de medidas estratégicas, a médio e longo prazo, e outras mais imediatas. A segurança rodoviária não é uma responsabilidade isolada, exige um esforço e um compromisso de todos", escreve o ministro Luís Neves.

Perante os números, o ministro defende a necessidade de uma reflexão urgente e anuncia a preparação de um pacote de medidas para reforçar a segurança rodoviária, com ações a curto, médio e longo prazo, até porque apesar do reforço da fiscalização e das campanhas de sensibilização, persistem comportamentos de risco como o excesso de velocidade, a condução sob efeito de álcool e o uso do telemóvel ao volante.

O Executivo sublinha que a segurança rodoviária exige um esforço conjunto entre Estado, autoridades e cidadãos, apelando ao cumprimento das regras e a uma condução prudente, lembrando que nenhuma viagem justifica a perda de uma vida.

"Apesar do reforço da fiscalização no terreno e das campanhas de sensibilização promovidas pelas Forças de Segurança, e por outras entidades, apesar de termos hoje infraestruturas melhores e viaturas mais seguras, confirma-se a persistência de comportamentos de risco: condução sob efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução. Significa que é preciso ir mais longe noutras matérias, que influenciem diretamente o comportamento do condutor, criando um ambiente rodoviário seguro. É isso que iremos fazer. Cumprir as regras, respeitar os outros utilizadores da via pública e adotar uma condução prudente são comportamentos indispensáveis. Nenhuma viagem vale uma vida".

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