Em causa, estão os exames de História A, Português Língua Não Materna, Física e Química A e Geografia
O Júri Nacional de Exames (JNE) enviou, esta quarta-feira, nova comunicação às escolas, por causa dos erros de parametrização dos exames de Física e Química A, Geografia, História A e Português Língua Não Materna. Na informação, consta uma decisão do JNE de que os alunos visados não terão menos de 9,5 valores nos exames em causa.
“Tendo em consideração a afixação tardia das correções, e de forma a não prejudicar os alunos, o Júri Nacional de Exames decidiu que, no caso de a correção da classificação resultar numa nota inferior a 95 pontos (9,5 valores), a classificação será de 95 pontos (9,5 valores). Esta decisão aplica-se igualmente às correções de classificações anteriormente efetuadas às provas de Física e Química A (715) e de Geografia (719)”, sublinha o JNE.
Aquele organismo do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) faz também a contabilização dos alunos visados e de quantos subiram ou desceram a nota, após correção da parametrização e reclassificação da prova. A Geografia, subiram 4.253 classificações, 12.393 mantiveram-se e 73 desceram. A Física e Química A, subiram 113 classificações, 32.113 mantiveram-se e ninguém desceu. A História A (378 classificações subiram e 11.048 mantiveram-se) e Português Língua Não Materna (497 classificações e 120 mantiveram-se) não houve descidas de classificações.
“De forma a garantir a equidade entre todos os alunos e o rigor do processo de avaliação, estão a ser enviadas hoje às escolas novas pautas relativas às provas de Física e Química A (715), Geografia (719), História A (623) e de Português Língua Não Materna (839)”, sublinha o JNE.
Pela primeira vez este ano, os mais de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas.
As pautas com os resultados das provas começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas sem todas as classificações ou com classificações incorretas devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames.
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu os problemas no processo de classificação dos exames, mas assegurou que nenhum aluno será prejudicado.
Apesar dos atrasos na divulgação das notas, o Ministério manteve os calendários da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 6 de agosto, bem como o calendário da segunda fase dos exames, que decorre esta semana.
Contudo, os alunos que se sintam prejudicados poderão realizar exames numa época especial, a decorrer em setembro, podendo depois concorrer ao ensino superior na segunda fase do concurso de acesso, cujo calendário deverá ser alterado para permitir a esses alunos concorrerem.
Na segunda-feira, associações de estudantes manifestaram desconfiança sobre os resultados das classificações dos exames nacionais e afirmaram que nenhum aluno pode ter a certeza se precisa ou não de ir à segunda fase.
