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Segunda fase dos exames arranca em 20 de julho e resultados saem a 7 de agosto

Agência Lusa , PP (ataulizado às 14:15)
4 jul, 13:43
Estudantes a fazerem exames
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Datas foram avançadas pelo Ministério da Educação. Na sexta-feira, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou o adiamento da divulgação dos resultados da primeira fase dos exames nacionais, inicialmente prevista para 14 de julho, para 17 de julho, fixando o dia 14 como data limite para a classificação das provas

 A segunda fase dos exames do 9.º ano e do ensino secundário começa no dia 20 de julho, com as primeiras provas no dia 21, e os resultados serão divulgados em 07 de agosto, anunciou o Ministério da Educação.

De acordo com o novo calendário publicado pelo EduQA (entidade responsável pelos exames), divulgado em comunicado pelo Ministério da Educação Ciência e Inovação (MECI), a segunda fase da avaliação externa arranca no dia 20 de julho, estando esse dia reservado para a preparação e organização das escolas.

Assim, as provas finais de ciclo do ensino básico (do 9.º ano) vão decorrer no dia 21, de Português, e no dia 23, de Matemática.

Quanto aos exames nacionais do ensino secundário, os alunos do 11.º ano fazem exames de Literatura Portuguesa, Economia A, História da Cultura e das Artes e de Latim no dia 21; de Matemática B e Matemática Aplicada às Ciências Sociais, bem como Filosofia, no dia 22; de Biologia e Geologia, História B, Geometria Descritiva A, e segundas línguas que não Inglês nem Português, no dia 23; e Física e Química A, Geografia e Inglês, no dia 24.

Relativamente aos alunos do 12.º ano, realizam os exames de Português no dia 21, o de Matemática, no dia 22, o de História A, no dia 23 e o de Desenho A no dia 24.

As pautas com os resultados da avaliação da segunda fase serão afixadas no dia 07 de agosto, a mesma data em que serão divulgados os resultados dos processos de reapreciação das provas da primeira fase.

Por seu lado, segundo o calendário, os resultados dos pedidos de reapreciação dos exames da segunda fase serão conhecidos em 28 de agosto.

As provas de equivalência à frequência do ensino básico e as provas de equivalência à frequência do ensino secundário seguem exatamente o mesmo calendário.

Na sexta-feira, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou o adiamento da divulgação dos resultados da primeira fase dos exames nacionais, inicialmente prevista para 14 de julho, para 17 de julho, fixando o dia 14 como data limite para a classificação das provas.

Na mesma altura foi anunciado também o adiamento da segunda fase dos exames, que começa na tarde de 20 de julho, em vez de 16 de julho, e termina no dia 24, em vez de dia 22, como inicialmente previsto.

A tutela justificou a decisão com as dificuldades informáticas registadas no processo de classificação eletrónica das provas, reconhecendo que ainda não estava concluída a distribuição de todos os itens pelos professores classificadores.

Segundo o MECI, o ajustamento do calendário era necessário para salvaguardar “o rigor e a qualidade do processo de classificação”.

Professores dizem continuar sem receber exames para corrigir e acusam ministro de mentir

O movimento de professores S.O.S Escola Pública denunciou que os docentes avaliadores continuam sem receber exames nacionais para corrigir, acusando o ministro da Educação de mentir ao dizer que há apenas “duas ou três provas” por entregar.

“Uma vez mais, o Sr. Ministro Fernando Alexandre mentiu: alegou que 'há duas ou três provas' por entregar. A mentira, ao longo dos anos, tem sempre um rosto e é o rosto da infâmia”, criticou o movimento de professores da escola pública, que classificou ainda como “cómico e surreal” o prazo de 14 de julho para classificar os exames.

Segundo o S.O.S. Escola Pública, continuam a chegar a este movimento de professores “centenas de denúncias” de dificuldades na receção e acesso aos exames.

“Aquilo que se lhes pede, neste momento, é que vendam a cêntimos o seu tempo pessoal e profissional, em ansiedade constante, por provas que insistem em não chegar, desaparecer, não conseguir classificar, sabendo que há um prazo ao virar da esquina e se arriscam a não conseguir cumprir, mas que nunca deles dependeram”, lê-se no comunicado.

O movimento recorda que os professores já tinham deixado alertas para as falhas detetadas no projeto-piloto de correção digital no ano letivo passado, que diz terem sido “completamente ignorados”.

“O Ministério da Educação, por teimosia, em virtude da vontade que tem de provar trabalho e de fazer reformas, atropelou alunos, famílias e, não menos importante, professores. São estes últimos os únicos que têm mantido o sistema a funcionar, mesmo quando são desprezados, humilhados por uma tutela sem discernimento e sem noção da realidade”, criticam em comunicado.

Segundo a descrição que este movimento apresenta, há dificuldades de acesso à plataforma, ausência de provas para classificar e quando existem, apresentam problemas como folhas cortadas, trocadas ou mal digitalizadas, comprometendo a legibilidade das respostas.

Criticando as longas horas de trabalho a que estão a ser sujeitos para cumprir prazos, incluindo aos fins de semana, “para assegurar que os alunos não sairão prejudicados, defendendo a palavra honrada da tutela”, os professores apelam a que os avaliadores comuniquem as horas extraordinárias, para “contrariar as inverdades da tutela, sempre pronta a exibir o seu bom desempenho, vestindo-se com o trabalho dos seus excelentes professores”.

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