Atraso de três dias "não é significativo". Hugo Soares desvaloriza caos dos exames nacionais

17 jul, 20:36
Hugo Soares, líder parlamentar do PSD (Manuel de Almeida/LUSA)
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Líder da bancada parlamentar do PSD acredita que as notas do 12.º ano ainda podem ser conhecidas até às 00:00. O ministro tinha dito que deviam sair à tarde

O Governo tinha dado até esta sexta-feira para afixar as notas dos exames nacionais, mas já se sabe que esse prazo não vai ser cumprido, no que confirma um novo falhanço do Ministério da Educação, que já tinha adiado os prazos anteriormente depois do caos provocado pelo novo sistema de digitalização.

À saída do debate do Estado da Nação, o ministro da Educação atirou que estava “muito confiante” que as notas seriam publicadas ainda na tarde desta sexta-feira, o que não se verificou. Sabe-se agora que as do 9.º ano não vão chegar pelo menos até segunda-feira, havendo também dúvidas em relação às notas do Ensino Secundário, essenciais para a entrada no Ensino Superior.

Em entrevista no CNN 20 Horas, com Ana Sofia Cardoso, o líder da bancada parlamentar do PSD recusa que Fernando Alexandre tenha mentido. “O senhor ministro disse que havia riscos, mas que a convicção era de que as notas sairiam hoje”, afirmou.

Na verdade, o que o ministro da Educação disse foi que a sua convicção era de que as notas iam chegar esta sexta-feira, sim, mas à tarde. Isso, objetivamente, não aconteceu e já não vai acontecer.

Agora, Hugo Soares acredita que as notas podem ser divulgadas até às 00:00, sendo que as classificações já nunca serão afixadas, pelo que a sua publicação só poderá ocorrer de forma digital, o que pode deixar logo de fora quem não tiver acesso a esse tipo de meios.

“A minha convicção é que os alunos do 12.º ano poderão ainda hoje ter conhecimento das suas classificações”, referiu Hugo Soares, mesmo que já se saiba, de acordo com o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), que há provas que vão chegar sem nota.

O líder da bancada parlamentar do PSD prefere desvalorizar aquilo que entende ser um “melodrama”, mesmo que seja “redundante” dizer que houve falhas em todo este processo.

“É óbvio que aconteceram falhas. Esta é uma mudança fundamental para a vida dos alunos e dos professores”, reiterou, alegando que a mudança “acaba com o viés” dos classificadores, o que é “mais justo” para os alunos.

Uma reforma importante, portanto, mas “grande”, o que justifica que o processo não tenha corrido bem. Ainda assim, e voltando ao “melodrama”, Hugo Soares sublinha que três dias de atraso, isto se as notas forem conhecidas esta sexta-feira, “não é significativo”.

“É evidente que isto tem impacto na vida dos alunos, nas próprias famílias”, admitiu Hugo Soares, que ainda não viu nenhum aluno excessivamente preocupado com o que está a acontecer.

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