Um euro por resposta, 12 ou 18 por cada prova: professores vão receber valores extra nos exames nacionais

27 jul, 21:25
Exames nacionais
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Medida aplica-se a todas as fases de exames nacionais, incluindo a época extraordinária

O Governo anunciou que vai pagar valores extraordinários aos professores envolvidos no esforço que tenta resolver o caos nos exames nacionais.

De acordo com o despacho assinado esta segunda-feira pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, os professores classificadores vão receber 1 euro por cada resposta classificada e 12 euros por cada prova reapreciada.

Uma medida que se aplica às classificações da 1.ª fase, da 2.ª fase e da época extraordinária.

O despacho assinado por Fernando Alexandre detalha ainda que os professores classificadores vão receber 10 euros por cada prova classificada em suporte físico, como são os casos de Geometria Descritiva e Desenho A. Adicionalmente, os docentes que classifiquem provas em âmbito de reclamação vão receber 18 euros.

O ministério liderado por Fernando Alexandre realçou, na nota de imprensa, que a adoção da classificação digital de cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário "introduziu uma alteração significativa nos procedimentos dos professores classificadores e nos processos associados à classificação" e levou à "mobilização de um número significativo de docentes em cada fase de realização das provas".

"Importa, por isso, reconhecer o papel dos docentes no processo de avaliação externa, valorizando adequadamente o trabalho desenvolvido pelos classificadores e pelos relatores. Esse reconhecimento é particularmente necessário este ano, tendo em conta a generalização da classificação eletrónica, processo que, sendo de elevada complexidade, decorreu com constrangimentos que dificultaram o trabalho dos professores classificadores", pode ler-se.

O ministério lembrou ainda que o "contexto de particular exigência" implicou "para muitos docentes trabalhar aos fins de semana e em horário noturno", justificando a decisão de "compensar todos os professores classificadores".

"Esta medida enquadra-se nas políticas de valorização dos professores adotadas pelo Governo desde abril de 2024, reconhecendo o papel central que desempenham no sistema educativo e o caráter especial da sua carreira", apontou também.

O novo modelo registou diversas falhas técnicas que atrasaram todo o processo de correção e divulgação das classificações, sendo preciso rever o calendário dos exames.

A publicação das notas da 1.ª fase foi divulgada três dias mais tarde, a 17 de julho, mas só à noite, havendo escolas em que as pautas foram afixadas já de madrugada.

Milhares de alunos tiveram de esperar vários dias para ter acesso às suas notas e muitos outros viram os exames serem reclassificadas devido à correção de erros identificados em algumas disciplinas.

Estes atrasos obrigaram igualmente ao adiamento da 2.ª fase dos exames nacionais, que decorreu entre 21 e 24 de julho.

Ainda assim, o Ministério manteve inalterado o calendário da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, cujas candidaturas decorrem até 6 de agosto, defendendo que a criação da época extraordinária permite compensar eventuais prejuízos causados pelos problemas técnicos.

O ministro da Educação reconheceu os problemas verificados, tendo já pedido desculpa a alunos, famílias, professores e escolas pelos constrangimentos.

A inscrição para a época especial dos exames nacionais do secundário começou e termina sexta-feira.

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