Segundo o Ministério da Educação, o Governo decidiu retomar este pagamento, que não era feito desde 2010, como forma de reconhecer “o compromisso, a disponibilidade, o profissionalismo e o rigor” dos professores classificadores
Os professores que participaram na classificação dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário vão começar a receber a compensação pelo trabalho realizado já no vencimento de agosto. O Ministério da Educação, Ciência e Inovação, liderado por Fernando Alexandre, autorizou o pagamento de mais de 2,6 milhões de euros aos docentes responsáveis pela classificação das provas das primeira e segunda fases.
"O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, assinou a autorização para o pagamento de 2.674.705 de euros aos professores que classificaram este ano os Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário realizados nas 1.ª e 2.ª fases, permitindo que os respetivos montantes possam ser pagos aos docentes no vencimento de agosto", começa por dizer o documento a que a CNN Portugal teve acesso.
Segundo o Ministério, o Governo decidiu retomar este pagamento, que não era feito desde 2010, como forma de reconhecer “o compromisso, a disponibilidade, o profissionalismo e o rigor” dos professores classificadores. A decisão surge depois de um ano particularmente exigente, marcado pela generalização da classificação eletrónica dos exames e por “constrangimentos e perturbações” durante a primeira fase, que, segundo a tutela, dificultaram o trabalho dos docentes.
"Este reconhecimento é ainda mais justo este ano, tendo em conta a generalização da classificação eletrónica, processo que decorreu, na 1.ª fase, com constrangimentos e perturbações que dificultaram o trabalho dos professores classificadores", refere a nota. "A indicação dos montantes a pagar resulta do apuramento realizado pelo JNE ao número de provas ou itens classificados por cada professor", acrescenta ainda.
A dimensão do processo ajuda a explicar o montante agora autorizado, segundo o MECI. Na primeira fase estiveram envolvidos mais de 11 mil professores classificadores e foram realizadas pelos alunos mais de 290 mil provas. Na segunda fase, participaram mais de 4.500 docentes na classificação eletrónica de cerca de 82.500 provas. No conjunto das duas fases, foram classificados através da plataforma digital mais de 2,5 milhões de itens.
O Ministério explica que o valor atribuído a cada professor resulta do número de provas ou itens classificados, segundo o apuramento realizado pelo Júri Nacional de Exames.
"O Governo determinou, através do Despacho n.º 9472-B/2026, de 27 de julho, o pagamento aos professores - na 1.ª e 2.ª fases e na época extraordinária - de 1 euro por cada item classificado em suporte digital e de 10 euros por cada exame classificado em papel (Geometria Descritiva e de Desenho A)", refere o MECI.
A retoma dos pagamentos acontece depois de uma primeira fase dos exames marcada por problemas no processo de digitalização e correção das provas. O novo sistema registou falhas de software, trocas de exames, atrasos na atribuição de classificações e problemas no lançamento das notas, situação que gerou críticas da oposição e da comunidade educativa e obrigou ao adiamento de prazos.
