É o tudo por tudo para cumprir a entrega das notas dos exames. Alguns classificadores terão afinal até ao meio-dia desta quarta-feira para entregar as notas. Há itens ainda a ser distribuidos a professores: pelo menos num caso terão sido entregues cerca de 400 hoje. Ministério desvaloriza demissão da vice-presidente da Agência para a Gestão do Sistema Educativo
Quatro da tarde de terça-feira, 14 de julho. Faltam poucas horas até às badaladas da meia-noite que encerram o prazo para os professores entregarem as correções e classificações dos exames nacionais, cuja publicação está prevista para sexta-feira, 17.
Mas a esta hora novas informações chegam à redação da CNN Portugal: relatos de professores que ainda estão a receber hoje "cem ou mais" itens de correção. Uma professora diz ter recebido hoje cerca de 400 itens para corrigir.
E se o prazo aperta, então alarga-se... um pouco. As mesmas fontes garantem à CNN Portugal que o Ministério da Educação prorrogou o prazo a alguns professores classificadores para a entrega de todas as classificações: em vez de até à meia-noite, até ao meio-dia de quarta-feira, 15 de julho.
São mais 12 horas - quase todas de noite - para um sprint final.
O alargamento do prazo sugere três coisas: que não está ainda garantido que o prazo do Ministério para o lançamento das notas (que já foi revisto de dia 14 para dia 17 de julho) será cumprido; que o ministro Fernando Alexandre está a dar tudo por tudo para consegui-lo; e que para isso depende de horas intensivas de alguns dos professores envolvidos.
Já esta manhã, a CNN Portugal noticiava que, a poucas horas do fim do prazo para a classificação dos exames nacionais do Ensino Secundário, ainda há relatos de problemas no processo: há professores que dizem ter sido convocados nas últimas horas e docentes que continuam a receber itens para classificar. Há ainda relatos de dificuldades de acesso à plataforma. A denúncia é feita pelo movimento SOS Escola Pública. Pode ler mais aqui.
Têm sido várias as peripécias nos últimos dias no Ministério da Educação. Também perto das 16 horas desta terça-feira, a RTP noticiava a demissão de Salomé Augusto Branco de vice-presidente do conselho diretivo da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, cargo que ocupava desde setembro. A notícia não explica as razões.
Contactado pela CNN Portugal, o Ministério da Educação desvaloriza a demissão e isola-a da controvérsia dos exames: "A Vice-Presidente do Conselho Diretivo da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), Salomé Branco, exonerada a seu pedido no dia 08 de julho, com efeitos no dia 10, não teve qualquer envolvimento na preparação e implementação do processo de classificação eletrónica das provas finais e dos exames nacionais", responde fonte oficial da Tutela. "Esta matéria é da tutela do Júri Nacional de Exames/Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (JNE/EduQA), sendo esta uma entidade distinta da AGSE."
