Fernando Alexandre tinha dito que faltavam professores, mas esta associação garante que há docentes que não foram requisitados
A Associação Portuguesa de Professores de Física e Química (APPFQ) afirmou que até às 17:00 desta quinta-feira havia professores desta disciplina que se disponibilizaram para classificar provas, mas ainda não tinham sido requisitados.
Em comunicado, a direção da APPFQ disse que tem conhecimento de vários professores classificadores que foram contactados pelo Júri Nacional de Exames durante a tarde de terça-feira e que aceitaram, “de imediato e sem reservas, o pedido para procederem à classificação de mais itens da Prova 715 (Física e Química A – FQA)”, mas que até às 17:00 de hoje as mesmas não foram disponibilizadas.
A associação explicou, na mesma nota, que nos últimos dias recebeu várias solicitações de associados para se pronunciar sobre o processo de classificação dos exames nacionais em curso, mas que decidiu reservar para o final do processo uma análise “que permitisse avaliar a pertinência de uma eventual intervenção pública”.
Contudo, decidiu prestar este esclarecimento após declarações públicas do ministro da Educação, nas quais referiu que faltavam professores.
Segundo a associação, mais do que um docente, ainda antes desse contacto, dirigiu-se “voluntária e proativamente ao Júri Nacional de Exames, manifestando disponibilidade para classificar mais itens, uma vez que já tinham concluído a classificação daqueles que inicialmente lhe haviam sido atribuídos”.
A APPFQ sublinhou que, “caso existam (…) 373 itens de Física e Química A ainda por classificar, tal não se deve à inexistência de professores disponíveis para realizar essa tarefa”.
“Existem vários professores classificadores disponíveis e atentos, visitando a plataforma com regularidade, e aguardando que lhes sejam atribuídos novos itens, sem que, até ao momento, as provas lhes tenham sido disponibilizadas”, frisou, acrescentando que “esses professores mantêm, até agora, total disponibilidade para colaborar, de imediato e sem reservas, na conclusão do processo de classificação”.
O ministro da Educação admitiu hoje que as pautas dos exames nacionais do ensino secundário poderão não ser afixadas na sexta-feira, conforme previsto, quando falta corrigir 0,7% das respostas, das mais de 300 mil provas.
O prazo para concluir a classificação dos exames do 11º e 12º anos terminou na quarta-feira, depois de adiado por duas vezes devido aos problemas com o modelo de classificação digital.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário estão a ser avaliados em formato digital, mas o processo tem registado falhas técnicas desde o início e, devido aos constrangimentos, o Ministério adiou, em quatro dias, os prazos inicialmente previstos.
