REVISTA DE IMPRENSA | Este ano, a operação apresenta um grau acrescido de complexidade devido a uma novidade inédita: todas as provas realizadas pelos alunos vão ser digitalizadas
A primeira fase dos exames nacionais arranca esta terça-feira e traz consigo uma das maiores operações logísticas do ano no setor da Educação segundo o Jornal Público. Estão envolvidos mais de 166 mil alunos, mais de 300 mil provas, milhares de professores e escolas, além de mais de cinco mil elementos das forças de segurança responsáveis pelo transporte e acompanhamento de todo o processo.
Este ano, a operação apresenta um grau acrescido de complexidade devido a uma novidade inédita: todas as provas realizadas pelos alunos vão ser digitalizadas. A mudança obrigou à adaptação dos procedimentos de transporte, encaminhamento e recolha dos exames, aumentando significativamente o número de deslocações, sobretudo para o distrito de Lisboa.
Segundo a Direção Nacional da PSP, já existem 1.172 agentes credenciados para participar na operação, que deverá prolongar-se durante cerca de 35 dias. O dispositivo policial terá uma forte incidência nos efetivos afetos ao Programa Escola Segura, garantindo que todas as etapas decorrem dentro dos prazos definidos.
As instalações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em Mem Martins, assumem um papel central neste novo modelo. A PSP prevê várias deslocações aos locais de digitalização para assegurar o cumprimento dos procedimentos definidos para a entrega, digitalização e posterior recolha das provas nacionais.
Também a GNR terá um reforço de meios. No ano letivo anterior, estiveram empenhados 3863 militares e 2034 viaturas nesta missão. Este ano, a força de segurança antecipa um esforço ainda maior, justificando o aumento com as múltiplas viagens necessárias às instalações da INCM, num processo que exige coordenação rigorosa e cumprimento absoluto dos calendários estabelecidos.
