Provedoria salientou que as “circunstâncias e o contexto” que envolvem a realização das provas “têm sido objeto de várias queixas”
A Provedoria de Justiça pediu ao Ministério da Educação um “ponto de situação” sobre a publicação das notas dos exames nacionais e as “medidas pensadas” para a segunda fase, que arranca na segunda-feira, foi anunciado este sábado.
“O Gabinete da Provedora de Justiça diligenciou junto do Gabinete do Ministro da Educação, Ciência e Inovação pelo ponto de situação sobre o procedimento de publicação das notas dos exames nacionais, assim como pela identificação das medidas pensadas para obviar os riscos incorridos, em especial quanto ao início da segunda fase de exames”, adiantou a entidade liderada por Luísa Neto.
Em comunicado, a Provedoria de Justiça salientou que as “circunstâncias e o contexto” que envolvem a realização das provas “têm sido objeto de várias queixas”, em particular por parte das famílias dos alunos.
O pedido da Provedoria surge depois de a primeira fase dos exames ter sido marcada por falhas na nova plataforma de classificação eletrónica, dificuldades no acesso às provas, folhas mal digitalizadas, respostas que não apareciam completas e problemas no registo das classificações.
A falta de professores classificadores agravou os atrasos e levou o Ministério da Educação a adiar a publicação das notas de terça para sexta-feira e o início da segunda fase de 16 para 20 de julho.
As escolas receberam as classificações ao final do dia de sexta-feira, mas algumas provas ficaram assinaladas como “suspensas”, por terem itens em falta ou ainda estarem em consulta, reapreciação ou reclamação.
A situação aumentou a incerteza entre os alunos que precisam das notas para decidir se repetem exames na segunda fase, que começa já na segunda-feira.
O ministro Fernando Alexandre garante que os problemas identificados foram corrigidos e que o calendário de acesso ao ensino superior não será prejudicado, mas anunciou uma auditoria ao processo.
