Governo continua a garantir que as notas vão ser afixadas a 17 de julho
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) anunciou ao final da tarde desta terça-feira que já estão corrigidos 98% dos exames nacionais. O mesmo é dizer que faltam corrigir 2%, algo que deverá ficar finalizado já depois do prazo indicado inicialmente, que era o final desta mesma terça-feira, pelo que o prazo fica, na prática, novamente adiado.
De recordar que a CNN Portugal noticiou ainda antes deste comunicado que o MECI tinha dado mais 12 horas aos professores para colmatar todos os erros e para terem mais tempo na correção das provas. Algo que aconteceu, pelo menos em parte, porque vários professores ainda estavam a receber itens para classificação nesta mesma terça-feira.
Através de um comunicado enviado às redações, a tutela indica que mais de 11.500 professores classificadores ajudaram a acelerar o processo, que tentou corrigir toda a polémica em torno de problemas de digitalização, entre outros, das provas.
O MECI garante que o prazo definido para a afixação das pautas, que é 17 de julho, será cumprido, já que existe “margem temporal suficiente para executar as etapas necessárias entre o fecho do processo de classificação e a afixação dos resultados nas escolas”.
Quanto aos 2% que faltam corrigir, o MECi indica que isso acontece por causa do processo de verificação e validação, estando em causa três problemas diferentes:
- Novas digitalizações de folhas ou de provas de alunos, por deteção de falhas de digitalização;
- Reclassificações de itens já antes avaliados pelos professores classificadores, por correção de uma folha de enunciado ou de continuação na prova do aluno;
- Entregas tardias, pelas escolas, de provas de alunos que deveriam ter sido devidamente entregues às forças de segurança para transporte para a INCM.
Com mais de 300 mil provas realizadas pelos alunos do 11.º e 12.º anos, estarão então por avaliar cerca de seis mil provas.
Citando o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), entidade responsável pelo processo de classificação dos exames nacionais, o MECI sublinha que a eventual conclusão das classificações na quarta-feira “não põe em causa a afixação das pautas”.
As falhas foram identificadas no âmbito de um processo de verificação e validação do sistema, que procurou, segundo o Ministério, “garantir que os itens entregues aos professores para classificação estavam completos, correspondendo às respostas dadas pelos alunos nos exames em papel”.
Depois de afixadas as pautas, os alunos terão acesso às respetivas provas em formato digital, uma novidade este ano justificada pelo MECI com a necessidade de assegurar a “confiança no rigor da avaliação externa” e a credibilidade do sistema.
“Esse acesso será concedido através das escolas, uma vez que o anonimato dos exames apenas pode ser quebrado nas escolas”, explica o Ministério, adiantando que, para esse efeito, será igualmente utilizada uma plataforma digital.
A poucas horas do fim do prazo para concluir o processo de classificação dos exames nacionais do secundário, ainda havia professores a serem convocados e, à hora de almoço, alguns ainda aguardavam os itens atribuídos, revelou o movimento Missão Escola Pública.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário estão a ser corrigidos em formato digital, mas o processo tem registado falhas técnicas desde o início e, devido aos constrangimentos, o MECI adiou os prazos inicialmente previstos.
