Concorrentes do Festival da Canção em protesto contra Israel: caso ganhem, recusam-se a representar Portugal na Eurovisão

Agência Lusa , MP
10 dez 2025, 18:57
Eurovisão 2025 (AP)

"Não compactuamos com a violação dos Direitos Humanos", lê-se no comunicado conjunto dos 17 artistas que esperavam para Israel o mesmo destino dado à Rússia na edição de 2022

Dezassete músicos e intérpretes, entre os quais Cristina Branco e Bateu Matou, anunciaram esta quarta-feira a recusa em representar Portugal no Festival Eurovisão 2026, caso vençam o Festival da Canção da RTP, em protesto contra a participação de Israel.

“Com palavras e com canções, agimos dentro da possibilidade que nos é dada. Não compactuamos com a violação dos Direitos Humanos”, afirmaram os 17 artistas, bandas e intérpretes num comunicado conjunto enviado à Lusa, na qual explicam a recusa em participar no Festival Eurovisão da Canção em 2026.

Cristina Branco, os músicos de Bateu Matou, Rita Dias e Djodje estão entre os que assinam o comunicado, no qual lamentam que a RTP tenha alinhado a favor da participação de Israel, numa votação, no passado dia 4, na assembleia-geral da União Europeia de Radiodifusão, organizadora do festival.

“Apesar da proibição de participação da Rússia na edição de 2022 na Eurovisão, por motivos políticos (a invasão da Ucrânia), foi com espanto que constatámos que não foi dado o mesmo destino a Israel, que está, segundo a ONU, a cometer atos de genocídio contra os palestinianos em Gaza”, escreveram os artistas.

O comunicado é assinado igualmente por Beatriz Bronze (Evaya), Francisco Fontes, Gonçalo Gomes, Inês Sousa, Jorge Gonçalves (Jacaréu), Marquise, Nunca Mates o Mandarim, Pedro Fernandes e Rita Dias.

A 60.ª edição do Festival da Canção irá decorrer em fevereiro e março de 2026, repartida, como habitualmente, em duas semifinais (em 21 e 28 de fevereiro) e final (em 7 de março).

O tema vencedor do Festival da Canção deverá representar Portugal no 70.º Festival Eurovisão da Canção, na Áustria em maio.

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