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PAN diz que Governo tem caminho difícil se continuar de costas voltadas para o Parlamento

Agência Lusa , MJC
5 jun, 15:39
Inês Sousa Real e Pedro Fidalgo Marques, do PAN, em campanha em Setúbal (Lusa/ Rui Minderico)

Inês de Sousa Real reforçou ainda a ideia de que, se não houver diálogo e negociação com os partidos da oposição, o Orçamento de Estado para 2025 poderá ser rejeitado pela Assembleia da República e que o futuro da legislatura ficará nas mãos do Presidente da República

A líder do PAN defendeu esta quarta-feira em Setúbal que o Governo vai ter um caminho difícil, que prejudica os portugueses, se continuar de costas voltadas para o parlamento e sem perceber que não tem uma maioria absoluta.

“Se continuam de costas voltadas para o parlamento, têm de facto aqui um caminho muito difícil pela frente. E saem a perder, acima de tudo, os portugueses, com a teimosia, quer de Luís Montenegro, quer do grupo parlamentar que suporta o Governo, porque, sem diálogo, certamente saem a perder os portugueses”, disse Inês de Sousa Real.

Questionada sobre o chumbo da proposta de alteração das taxas de IRS apresentada pelo Governo e a aprovação da proposta apresentada pelo PS, Inês de Sousa Real lembrou que o PAN tinha alertado Governo de que era fundamental garantir uma atualização, às taxas de inflação, das taxas de IRS, e advertiu que o Governo da AD, se, entretanto, não mudar de atitude no Parlamento, corre o risco de ver rejeitado o Orçamento de Estado para 2025. 

“Nós vamos ter que começar a perceber qual é que vai ser a postura do Governo para o Orçamento de Estado. Não podemos ter, como ainda ontem tivemos, a notícia da aprovação da creche gratuita para todas as famílias que possam beneficiar e preencher os critérios. Essa proposta tinha sido apresentada pelo PAN e foi rejeitada na Assembleia da República”, disse. “Ora, se não têm a maioria absoluta, das duas uma: ou estão disponíveis para dialogar e para aprovar propostas de outros partidos, ou então, de facto, vão ficar sozinhos na sua teimosia e sem dar as respostas que o país precisa”, acrescentou.

Inês de Sousa Real reforçou ainda a ideia de que, se não houver diálogo e negociação com os partidos da oposição, o Orçamento de Estado para 2025 poderá ser rejeitado pela Assembleia da República e que o futuro da legislatura ficará nas mãos do Presidente da República. “Depois, resta saber se Marcelo Rebelo de Sousa vai ser coerente com aquilo que fez quando deitou abaixo um Governo [do PS] e dissolveu a Assembleia da República, ou se, sendo um Governo a sua cor política, vai manter em funções Luís Montenegro, caso não seja aprovado o Orçamento de Estado na Assembleia da República”, concluiu Inês de Sousa Real.

PAN diz que Lei do Restauro da Natureza deve ser prioridade dos eurodeputados portugueses 

O cabeça de lista do PAN às eleições europeias defendeu hoje, em Setúbal, que uma das prioridades dos eurodeputados eleitos por Portugal deve ser a “conservação e o desbloqueamento da Lei do Restauro da Natureza no Conselho Europeu”.

“Hoje, no dia que celebramos, temos que dar um especial enfoque aos nossos rios, à estratégia para a biodiversidade e à lei do restauro, que vai ser algo que tem de ser uma prioridade dos eurodeputados”, disse Pedro Fidalgo Marques, que, acompanhado pela líder do partido, Inês de Sousa Real, assinalou o Dia Mundial do Ambiente com uma visita ao moinho de Maré da Mourisca, no estuário do Sado, em Setúbal.  “E o PAN vai estar nessa linha da frente. Confiamos que no dia 09 de junho os portugueses confiam o seu voto no PAN, para podermos dar a nossa voz e garantirmos que desbloqueamos [a lei do restauro] no Conselho Europeu”, acrescentou.

Segundo o cabeça de lista do PAN nas eleições de 9 de junho para o Parlamento Europeu, não havia melhor sítio para assinalar o Dia Mundial do Ambiente e sublinhar a importância dos rios portugueses e de uma estratégia para a biodiversidade do que a Reserva Natural do Estuário do Sado, onde subsiste uma comunidade de golfinhos roazes, única no país.

Pedro Fidalgo Marques defendeu ainda que não é possível continuar a negar as alterações climáticas, como tem sido feito, de forma sistemática, pelos partidos conservadores e de extrema-direita. “Temos sempre os partidos mais conservadores e de extrema-direita a negar as alterações climáticas, a dizer que não se passa nada. Mas acho que é evidente que todos nós temos sentido as ondas de calor”, disse.

  “Qualquer pessoa, em Portugal ou pelo mundo, sente a falta de água, sente as ondas de calor, sente fenómenos climáticos extremos muito maiores, como ventos extremos, as inundações, as marés fora do normal, a seca. E isso é algo que temos de enfrentar, é algo que não podemos ignorar”, sublinhou.

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