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PAN critica rapidez na promulgação de plano para imigração: "A pressa, muitas vezes, é inimiga da perfeição"

Agência Lusa , MJC
4 jun, 14:46
Pedro Fidalgo Marques e Inês de Sousa Real, do PAN (Lusa/ Paulo Cinha)

Para Inês Sousa Real, o país não pode “ter uma via verde para que as empresas possam, de alguma forma, pôr aqui em causa os direitos dos trabalhadores e até mesmo sujeitar os migrantes à vulnerabilidade”

A porta-voz do PAN alertou esta terça-feira que a pressa é inimiga da perfeição, ao comentar a promulgação, três horas depois do anúncio do Governo, da alteração da lei de estrangeiros que acaba com o regime facilitador da imigração.

“A pressa, muitas vezes, é inimiga da perfeição, como se costuma dizer, mas também denota a falta de sensibilidade por parte do Presidente da República relativamente aos aspetos que as várias forças políticas da oposição, de forma construtiva, até apontaram que vão surgir como lacunas desta lei”, afirmou Inês Sousa Real, em Fátima (Santarém), onde hoje esteve numa ação de campanha das eleições europeias.

Para Inês Sousa Real, o país não pode “ter uma via verde para que as empresas possam, de alguma forma, pôr aqui em causa os direitos dos trabalhadores e até mesmo sujeitar os migrantes à vulnerabilidade”. “Sabemos que esta lacuna que agora vai existir por força da revogação da manifestação de interesses vai colocar os migrantes, mais uma vez, numa situação de vulnerabilidade – este já era um alerta anterior à legislação - e, por outro lado, ter um cartão vermelho do ponto de vista até humanitário em relação aos migrantes que procuram o nosso país para uma melhor oportunidade”, disse.

Por outro lado, a porta-voz do PAN referiu que “era importante que esta lei fosse, de facto, uma lei que não ficasse o Governo isolado na sua responsabilidade e que pudesse também passar pela Assembleia da República, apesar de não ter de ser obrigatório que assim fosse”, para “uma maior inclusão de preocupações das forças políticas”, como a garantia de “uma maior capacidade de integração, de respostas de alojamento, de aprendizagem da língua portuguesa”.

Segundo Inês Sousa Real, esta última “foi a única medida que, efetivamente, estava acolhida na proposta do Governo”. “A descentralização dos processos já pendentes, para darmos resposta, é algo que também não se percebe nesta legislação o que é que vai ser feito, para não cairmos aqui no risco de que a imigração regulada, como o Governo agora vem propor, não se torne uma imigração muito pouco humanitária”, acrescentou.

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