Europeias: Eleitores podem votar em qualquer lado e saber se há filas (e denunciar notícias falsas pelo Whatsapp)

Agência Lusa , WL
25 mai, 08:37
Bandeira da União Europeia

Aqui seguem informações importantes para o próximo ato eleitoral

Os eleitores vão poder votar nas europeias onde quer que estejam no dia 9 de junho e até saber se há filas nas mesas onde pretendem exercer o seu direito de voto.

À Lusa, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Fernando Anastácio, explicou que os eleitores vão poder saber ‘on-line´ e “ao momento” se há filas para votar no dia 09 de junho.

É “mais um instrumento para combater a abstenção”, tentando motivar os eleitores a votar numa eleição com abstenções históricas e que este ano acontece na véspera do feriado do Dia de Portugal e período de miniférias, disse.

No dia das eleições, estará disponível “‘online’, ao momento, a afluência às diferentes mesas de voto” e permitirá “um cidadão poder verificar, na zona onde está, quais são as mesas que têm menos afluência e, portanto, evitar precisamente as aglomerações”, explicou.

Portugal registou, nas europeias de 2019, a pior taxa de abstenção (68,6%) desde que pertence à União Europeia, em contraciclo com a participação na Europa - cerca de 50%.

Para tentar inverter essa tendência - além do voto antecipado de doentes, presos e no estrangeiro, ou do voto em mobilidade, no domingo anterior (02 de junho) - este ano há uma nova modalidade, só possível por existirem “cadernos eleitorais desmaterializados”.

Qualquer eleitor recenseado em Portugal pode votar “sem ser no local onde está recenseado”, explicou.

“Pode optar sem qualquer condicionalismo de pré-inscrição, por exemplo, vive em Lisboa, está recenseado em Lisboa, mas no dia 09 está no Porto, pode optar por ir a uma mesa de voto qualquer no Porto: apresentar-se na mesa de voto, identificar-se com o seu cartão de cidadão ou com um documento que seja considerado válido para efeitos de identificação e exercer o seu direito de voto”, disse.

As eleições foram marcadas a nível europeu para o período de 06 e 09 de junho.

E esse é, segundo o porta-voz da CNE, “um período particularmente difícil para Portugal”, por coincidirem com “uma semana que habitualmente é um período de miniférias.

‘Fake news’ podem ser denunciadas para WhatsApp da CNE

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) tem um número de WhatsApp para os cidadãos denunciarem casos de “desinformação ou publicidade indevida” durante a campanha eleitoral para as europeias de 09 de junho.

O número deste serviço é o 924.315.697 e, segundo o porta-voz da CNE, o ex-deputado Fernando Anastácio, já foram recebidas algumas queixas que estão em análise.

Essas queixas “estão a ser triadas, são analisadas e depois verifica-se se há matéria para um trabalho mais profundo ou não” e “caso se justifique a própria MediaLab fazer um relatório específico”, explicou à Lusa Fernando Anastácio.

Este trabalho de análise está previsto no acordo entre a CNE, o MediaLab, um instituto de estudo de ciências da comunicação integrado no ISCTE, com o objetivo de detetar e prevenir eventuais notícias falsas até ao dia das eleições.

Gustavo Cardoso, coordenador do MediaLab, destacou a importância, para os investigadores, destes dados do WhatsApp, “uma rede social diferente, fechada” porque “a informação é encriptada, é partilhada apenas entre as pessoas que a pretendem”, e tem estado fora do alcance de quem estuda o fenómeno.

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