Porta-voz da CNE garante que as "questões técnicas" que surgiram em algumas mesas de voto "já foram ultrapassadas" e fala num tempo médio de votação "na ordem de um minuto"
O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) faz um balanço positivo deste dia eleitoral para as Europeias, ainda que tenham surgido algumas "questões técnicas" que possam ter tornado o processo "mais moroso" em alguns casos.
"Este dia eleitoral está a correr bem. Houve algumas questões de natureza técnica que, em certos momentos, podem ter tornado o processo mais moroso, mas situações que foram entretanto ultrapassadas", diz Fernando Anastácio, em declarações à CNN Portugal.
A prova disso mesmo é que "o tempo médio de votação anda na ordem de um minuto", indica o porta-voz da CNE, acrescentando que já votaram muito mais de três milhões de eleitores.
Questionado sobre se seria possível implementar a "inovação" destas eleições - os cadernos eleitorais desmaterializados, que permitem aos eleitores votarem em qualquer parte do país, bastando para isso apresentar um documento de identificação - noutras eleições, como para a Assembleia da República ou para as autárquicas, Fernando Anastácio não se compromete com uma resposta categórica.
"O exercício de votar através dos cadernos eleitorais desmaterializados é possível, está a verificar-se no terreno que ele é possível, a questão que se levanta é a possibilidade do voto em mobilidade. Isto é possível, nesta eleição em concreto, porque se trata de um círculo único nacional, o mesmo já não acontecerá relativamente a eleições para a Assembleia da República ou eleições autárquicas", nas quais os eleitores votam por círculos eleitorais de diferentes dimensões, conforme o número de residentes em cada um.
Em relação aos cadernos eleitorais desmaterializados em específico, Fernando Anastácio considera que este sistema "está a a funcionar e nada impedirá, se for essa a vontade do legislador, aplicar este sistema do ponto de vista do exercício do voto".