Centro-direita segura liderança, extrema-direita cresce: é assim que o Parlamento Europeu vai ficar nos próximos cinco anos

10 jun, 01:46
Parlamento Europeu (D.R.)

Da Áustria à Suécia, eis os partidos vencedores nas eleições europeias em cada país

O Partido Popular Europeu (PPE) segurou a liderança no Parlamento Europeu, com 189 mandatos, à frente dos socialistas do S&D, que conseguiram 135 mandatos. Em Portugal, o Chega contrariou a tendência europeia de crescimento da extrema-direita, como aconteceu em França, onde o União Nacional, de Marine le Pen, venceu as europeias, com 31,5% dos votos, levando o presidente Emmanuel Macron a dissolver o parlamento e a convocar eleições antecipadas.

Na Alemanha, por exemplo, país que elege um maior número de eurodeputados (96), o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) foi o mais votado nos seis estados do leste da Alemanha, com mais de 27% dos votos. Em Itália, país que elege 76 eurodeputados, o partido de direita radical Irmãos de Itália, da primeira-ministra Giorgia Meloni, venceu de forma clara as eleições europeias neste país, com 27,70% dos votos. Em Espanha, que elege 61 eurodeputados, o partido de extrema-direita Vox passou de quinta força nas europeias de 2019 em Espanha para a terceira mais votada este ano, com 10,4% dos votos.

Os dados, apresentados depois das 01:30 de segunda-feira em Bruxelas (00:30 em Lisboa), confirmam a vitória do grupo de centro-direita, a que pertencem PSD e CDS-PP, com 26,25% dos votos.

De acordo com a projeção do hemiciclo, quando estão disponíveis resultados provisórios de 26 Estados-membros, os Socialistas e Democratas (S&D, de que faz parte o PS) conseguem 135 lugares, com 18,75%.

O grupo Renovar a Europa (a que pertence o Iniciativa Liberal) segura o terceiro lugar, elegendo 83 eurodeputados, com 11,53%.

Os Conservadores e Reformistas (ECR) sobem ao quarto lugar, com 72 eleitos (10%), enquanto a bancada da extrema-direita da Identidade e Democracia, a que pertence o Chega, alcança 58 assentos (8,06%).

Os Verdes (que incluem Livre e PAN) caem da quarta para a sexta posição, obtendo 53 lugares (7,36%). Já a Esquerda Europeia (a que pertencem PCP e Bloco de Esquerda) consegue 4,86% dos votos, com direito a 35 eurodeputados.

Eis os vencedores das eleições europeias, da Áustria à Suécia:

Áustria: Partido da Liberdade da Áustria (FPO), com 25%;

Bulgária: Coligação do partido conservador (GERB), com 24,50%

Croácia: União Democrática Croata (HDZ), com 34,50%

Chipre: Aliança Democrática (DISY/ΔΗΣΥ), com 24,40%

Chéquia: Aliança dos Cidadãos Descontentes, com 26.14%

Dinamarca: Esquerda Verde, com 17.20%

Estónia: Isamaa (conservadores), com 21,60%

Finlândia: Partido da Coligação Nacional (KOK), com 24,80%

França: União Nacional, com 31,50%

Alemanha: CDU/CSU, também conhecido como Partidos da União, com 30,20%

Grécia: Nova Democracia (centro-direita), com 27,96%

Hungria: Coligação Fidesz-KDNP, com 43,76%

Itália: Irmãos de Itália, de Georgia Meloni, com 27,70%

Letónia: JV, com 25,07%

Lituânia: União da Pátria - Democratas-Cristãos (TS-LKD), com 21,33%

Luxemburgo: Partido Popular Social Cristão (CSV/PCS), com 22,91%

Malta: Partido Trabalhista (PL), com 45,26%

Países Baixos: Coligação GL - PvdA (esquerda), com 21,10%

Polónia: Coligação Cívica (KO, centrista), com 38,20%

Portugal: Partido Socialista (PS), com 32,10%

Roménia: Coligação PSD/PNL (Partido Social Democrata, Partido Nacional Liberal), com 53%

Eslováquia: Partido Progressivo, com 27,80%

Eslovénia: Partido Democrata Esloveno (social-democrata), com 31,79%

Espanha: Partido Popular (PP), com 34,18%

Suécia: Partido Operário Social-Democrata da Suécia, com 25,10%

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