Euro 2024: Portugal-Chéquia, 2-1 (destaques)

Vítor Maia , Enviado especial ao Euro 2024, em Leipzig
18 jun, 22:47
Francisco Conceição e Bruno Fernandes festejam o 2-1 no Portugal-Chéquia (Boris Streubel - UEFA/UEFA via Getty Images)

Tanto Portugal nessas lágrimas, Chico

Figura: Francisco Conceição

Deve ser dos poucos jogadores que se estrou a marcar num Campeonato da Europa na primeira vez em que tocou na bola. Há muito que o jogo gritava por um jogador das características de Francisco, mas a verdade é que este apenas foi lançado aos 90 minutos. Ainda assim, o extremo foi a tempo de ser decisivo. E quanto Portugal houve naquelas lágrimas após o golo.

Momento do jogo: espalha-brasas apresenta-se no Europeu, minuto 90+2

Após o golo anulado a Jota a dois minutos do final, o empate era o resultado mais provável. No entanto, um corte imperfeito de Hranác deixou a bola nos pés de Francisco Conceição. Na estreia na competição, o jogador do FC Porto não tremeu e com o pé esquerdo fez o golo da reviravolta portuguesa.

Outros destaques:

Vitinha: jogou como um veterano. Fez a bola girar, ditou os ritmos do jogo ofensivo de Portugal e indicou os caminhos para a baliza contrária. Inteligente, bem posicionado e sem perder a lucidez, Vitinha falhou apenas cinco passes (acertou 86 dos 91 que executou) e tentou de meia-distância quebrar a resistência checa. Se dúvidas existissem quanto à sua titularidade, o médio dissipou-as. Que jogaço!

Hranác: o réu da derrota checa. O defesa foi protagonista de 30 minutos horríveis e ficou ligado aos dois golos portugueses em Leipzig. O jogador do Plzen fez um autogolo e falhou a intercepção ao cruzamento de Pedro Neto que sobrou para Francisco Conceição. Há noites assim.

Cristiano Ronaldo: apesar de não ter marcado, fez um bom jogo. O capitão não se escondeu, jogou em apoio, apareceu (como tanto gosta) na esquerda e foi a referência no centro do ataque que quando a equipa precisava. O único aspeto negativo da exibição de Ronaldo foi a falta de eficácia - falhou duas excelentes ocasiões para marcar. Os portugueses estão mal habituados, não é?

Bruno Fernandes: se Vitinha é o maestro, Bruno é o homem do último passe. Sente-se confortável a tomar decisões arriscadas, pois é assim que costuma jogar. O médio do Manchester United foi igual a si próprio na estreia no Europeu. Bruno Fernandes agarrou o jogo na etapa final da primeira parte, tentou o golo de fora da área e deslumbrou com passes sensacionais que tanto Leão como Ronaldo não aproveitaram. Deixou água na boca para os próximos jogos.

 

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