Tribunal Arbitral de Desporto defende que não é possível provar que a seleção albanesa recusou-se a voltar ao jogo
O jogo do Grupo I, do qual faz parte Portugal, foi interrompido aso 40 minutos, quando surgiu um drone a sobrevoar o estádio com uma bandeira nacionalista albanesa. Gerou-se então uma enorme confusão entre elementos das duas equipas, que alastrou-se para as bancadas e motivou a interrupção do encontro.
A UEFA aplicou uma derrota à Albânia por desistência, mas embora tenha dado a vitória à Sérvia também retirou três pontos a esta seleção, devido aos problemas na segurança do encontro, disputado em Belgrado.
Ambas as federações recorreram para o Tribunal Arbitral de Desporto, que agora decidiu atribuir uma vitória por 3-0 à Albânia, alegando que não foi possível comprovar que esta seleção tenha renunciado a voltar ao jogo.
«As provas não revelam que a federação albanesa tenha recusado jogar após uma ordem do árbitro. O painel do TAS não conseguiu confirmar que o árbitro deu uma clara, direta e incondicional ordem para os jogadores voltarem ao jogador, com base numa decisão definitiva de que a segurança estava assegurada», diz o comunicado.
O Tribunal Arbitral de Desporto confirmou a multa de cem mil euros aplicada pela UEFA à federação albanesa, considerando-a responsável pelo aparecimento do drone.
No que diz respeito à Sérvia, o Tribunal Arbitral de Desporto confirmou as sanções aplicadas anteriormente pela UEFA: dedução de três pontos, dois jogos caseiros à porta fechada e multa de cem mil euros.
Com esta decisão a Albânia passa a somar dez pontos, igualando a Dinamarca na segunda posição e a dois pontos de Portugal, que lidera.