Selecionador diz que a presença na final do Campeonato da Europa é um «prémio merecido» para os seus jogadores
Bino Maçães, líder da seleção portuguesa de Sub-17, considera que a qualificação para a final do Campeonato da Europa da categoria, é «um prémio merecido» para os seus jogadores e confessa que não viu a marcação dos penáltis que permitiram a Portugal ultrapassar a Itália e marcar encontro com a França, no jogo decisivo que está marcado para o próximo domingo.
«É um prémio merecido para os meus jogadores. Muitos parabéns a todos pelo trabalho que têm feito. Agora, queremos mais. Depois do primeiro grande objetivo [que era passar a fase de grupos], chegámos às meias-finais e conseguimos ultrapassar a poderosa Itália. Estando na final, não vamos só para desfrutar. Queremos vencê-la», começou por dizer o selecionador no final do jogo.
Portugal esteve a perder por duas vezes, mas não baixou os braços, empatou e acabou por vencer no desempate por penáltis (5-3). «Eu estive calmíssimo e não vi nenhum dos penáltis, porque o trabalho que os nossos jogadores tinham feito era suficiente para mim. Eu sei que ganhar é diferente de perder uma meia-final, mas vamos ter um Mundial de sub-17 pela frente [em novembro] e o que eles fizeram hoje dá-me garantias de que podemos representar bem a seleção nacional», comentou.
No momento dos penáltis, Romário Cunha foi determinante ao defender três dos pontapés dos italianos. «Foi um prémio pela frieza deles. Parabéns ao [guarda-redes] Romário Cunha, porque esteve muito bem a defender. Acho que estamos na final de forma merecida, por tudo o que fizemos e pelo nosso trajeto», destacou.
No domingo, Portugal vai decidir o título com a França que já defrontou na fase de grupos (0-0). «Temos de perceber como é que os jogadores vão recuperar. Isso será determinante para a qualidade e a intensidade da final. Acho que há pouco tempo de descanso, mas é o que temos e vai depender muito desse descanso», comentou ainda-
Romário Cunha explica penáltis com «instinto» e «fé»
Romário Cunha acabou por ser a grande figura desta meia-final, ao defender três grandes penalidades [ou melhor, quatro, uma vez que já tinha defendido uma no tempo regulamentar].
«Foi o instinto. Estudámos os adversários e também fui na fé. É uma sensação incrível poder ajudar a equipa. Muitas vezes, há claramente uma pressão extra [nos penáltis], mas lidámos bem com isso. Agora, estamos prontos para a final e vamos com tudo», referiu.
Antes dos penáltis, Portugal tinha tido uma boa reação aos golos dos italianos. «Tínhamos na cabeça que a Itália já ganhava a Portugal desde 2013. Na roda [entre os jogadores antes do início do jogo], dissemos que íamos mudar isso. Acreditámos, sofremos muito e o resto veio por acréscimo. A nossa reação aos dois golos foi incrível. O ambiente no balneário está incrível desde o primeiro jogo e o pessoal tem estado unido e ligado. Sinceramente, acho que isso nos poderá levar à conquista do tão esperado título», destacou.
Quanto à final do próximo domingo. «Já jogámos contra a França e empatámos. Fomos superiores e podíamos ter resolvido esse jogo. Vamos encarar a final com a pressão típica desses encontros e prometemos aos adeptos portugueses que daremos tudo. O Europeu está a ser incrível para nós. Estamos a dar uma resposta incrível e fenomenal e acho que a final será mais uma prova de que não viemos aqui só para ficar pela fase de grupos», referiu ainda.