Triunfo sobre a Itália nos penáltis, com Romário Cunha em destaque, depois de um empate 2-2
Portugal está de volta à final do Campeonato da Europa depois de ter destronado o atual campeão da Europa, a Itália, no desempate por penáltis (5-3), depois de um empate 2-2 no final do tempo regulamentar. A seleção azzurra esteve por duas vezes em vantagem, mas a equipa de Bino reagiu sempre muito bem e conseguiu nivelar o resultado antes de Romário Cunha brilhar entre os postes no momento de todas as decisões. Destronado o detentor do título, o troféu vai ser decidido frente à França, no próximo domingo.
Bino repetiu exatamente o mesmo onze que no último jogo da fase de grupos venceu a Alemanha (2-1), com Portugal a voltar a exibir uma boa consistência defensiva, face a um bloco alto que a Itália procurou impor desde o início. A seleção italiana, campeã em título, procurou, desde o primeiro minuto, assumir as rédeas do jogo, com uma forte intensidade e um futebol muito direto, mas Portugal não tremeu, pelo contrário, respondeu com transições rápidas, mais uma vez com Mateus Mide em destaque na fase de construção.
Samuele Inacio, que marcou em todos os jogos desta fase final, assinou o primeiro remate do jogo, mas Portugal reagiu de pronto, com Daniel Banjaqui a lançar Duarte Cunha que rematou, já de angulo apertado, às malhas laterais. O jogo estava intenso, com parada e resposta, quando aos 18 minutos, Mauro Furtado fez falta sobre Arena na área. Penálti claro. Romário Cunha ainda acertou no lado e defendeu o pontapé de Inacio, mas já não conseguiu travar a recarga do jovem avançado, filho de pai brasileiro, que joga no Borussia Dortmund.
Portugal reagiu muito bem, aumentando a velocidade do seu jogo e conseguindo profundidade pelos corredores, quase sempre pela direita. Foi precisamente por esse corredor que Portugal chegou ao empate, oito minutos depois do golo inaugural, na sequência de um grande passe de Mateus Mide a lançar Duarte Cunha que, por sua vez, cruzou para a finalização de Stevan Manuel com o pé esquerdo.
Um golo para cada lado e depois uma notória quebra no ritmo do jogo, com as duas equipas a arriscar menos até ao intervalo. Portugal ainda queixou-se de um alegado corte com o braço na área italiana, mas, num torneio sem videoárbitro, nada foi assinalado.
Ao contrário da primeira parte, foi Portugal que entrou melhor na segunda, com mais posse de bola, mais uma vez com o benfiquista Stevan Manuel em plano de destaque, mas, contra a corrente do jogo, foi a Itália que recuperou a vantagem, ao minuto 59, com um grande golo de Baralla, com um remate de fora da área, com a bola a ganhar efeito, a fugir de Romário e a entrar junto ao ângulo.
🚨2-1 ITALY LEAD🇮🇹🇵🇹
ALESSIO BARALLA GOOOL⚽️
Goal Of The Competition?
The Azzurrini must close out this lead. Still just under a half hour left. Therefore lots of time still to be played
pic.twitter.com/167a3amJCy — AzzurriXtra🇮🇹 (@XtraAzzurri) May 29, 2025
Bino lançou de imediato Yoan Pereira e Tomás Soares para contenda e, tal como tinha acontecido depois do primeiro golo, Portugal chegou ao empate nove minutos depois, num lance desenhado por Yoan Pereira sobre direita, com Mateus Mide a amortecer de cabeça na área (que pormenor!) antes de Tomás Soares atirar para o empate. Foi o terceiro golo do benfiquista Tomás Soares que, apesar da condição de suplente, já tinha marcado à Albânia e à Alemanha neste torneio.
Seguiram-se as danças nos bancos, mas com uma Itália a quebrar visivelmente em termos físicos. Portugal acabou claramente por cima do jogo, mas não conseguiu escapar à lotaria das grandes penalidades.
Na decisão desde a marca dos onze metros, Tomás Soares e Comotto falharam os primeiros pontapés, mas Romário Cunha, guarda-redes do Sp. Braga, acabou por ser determinante ao defender os pontapés de Maccaroni e Iddrisa.
Portugal segue, assim, pelo segundo ano consecutivo para a final do Euro Sub-17, deixando pelo caminho o carrasco da última final, para marcar encontro com a França.