Maisfutebol elegeu cinco jogadores portugueses e cinco estrangeiros. Adicionaria alguém à lista?
Portugal é campeão europeu sub-17! É a terceira vez que tal acontece, pondo em evidência a qualidade dos jogadores portugueses neste escalão. Sob o leme de Bino Maçães, os jogadores lusos venceram a seleção de França por 3-0 e inscreveram o seu nome na história.
Agora que a competição está finalizada, é altura de balanços. O Euro Sub-17 é sempre uma montra de talento - recorde-se o caso de Rodrigo Mora e Lamine Yamal, nos últimos dois anos -, pelo que o Maisfutebol procurou destacar dez jogadores que, de uma forma ou de outra, estiveram acima da média no certame. Elegemos cinco jogadores portugueses e cinco estrangeiros, com ajuda das estatísticas do Sofascore.
Rafael Quintas
Começamos pelo MVP da competição. Capitão e número seis da seleção portuguesa, há quem apelide Rafael Quintas de «Presidente» dentro do balneário. Com uma maturidade e regularidade acima da média para a idade, Quintas destacou-se pela assertividade no passe, número de toques por jogo e quilómetros percorridos. O médio do Benfica promete muito.
Daniel Banjaqui
Lateral portentoso, muito veloz e forte fisicamente para a idade. Com dupla nacionalidade portuguesa e guineense, Banjaqui deu uma profundidade muito valiosa ao corredor direito da seleção nacional, sem apresentar fadiga. O culminar desta participação no Euro foi o golo contra a Alemanha, aos 89 minutos. Levou a bola desde o seu meio-campo, combinou com Tomás Soares e confirmou a passagem de Portugal às meias-finais. Outro atleta do Benfica.
Mateus Mide
Se outros se destacam pelo físico, Mateus Mide dá nas vistas pelo recorte técnico. Com o número dez estampado nas costas da camisola, Mide foi quem deu critério no meio-campo ofensivo de Portugal. Alia capacidade de drible e passe (teve o máximo de passes decisivos no Euro). Talvez a ancestralidade explique um pouco o seu estilo do jogo – é filho de um ex-futsalista brasileiro, atualmente treinador do Leixões na modalidade. Joga nos juniores do FC Porto.
Romário Cunha
Durante o Euro Sub-17 ficou explicado porque é que Romário, do Sp. Braga, foi o dono da baliza em vez de um guarda-redes dos ‘três grandes’. Foi um dos heróis da caminhada lusa, especialmente na meia-final diante da Itália. Defendeu uma grande penalidade durante o tempo regulamentar e três (!) no desempate após os noventa minutos. Altura, reflexos e irreverência acima da média para a idade.
Tomás Soares
Não foi titular, mas foi decisivo. É a melhor descrição da participação de Tomás Soares no Euro sub-17, com três golos marcados e duas assistências. Números muito elevados para um avançado que se destacou pelo critério e inteligência no último terço, não descurando o recorte técnico do jovem. A forma como entrava em campo demonstrava algo muito importante – é um jogador de equipa. Joga nos juniores do Benfica.
Samuele Inacio
Parece ser um dos mais promissores jogadores europeus de 2008. Atleta do Borussia Dortmund, número dez da seleção italiana e um dos capitães da «Squadra Azzurra», Inacio consagrou-se como melhor marcador do Euro Sub-17 jogando a extremo. Vagabundo no ataque, gosta muito de cortar para o interior e associar-se com os colegas. Marcou duas vezes a Portugal (no tempo regulamentar e no desempate por penáltis).
Emmanuel Mbemba
Segundo o Sofascore, foi o defesa com melhor classificação na competição. E, realmente, Mbemba foi um dos segredos da seleção francesa para atingir a final. Diante da Bélgica teve um corte em cima da linha de golo que foi crucial para os franceses. Defesa-central esquerdino com escola do Paris Saint-Germain foi um dos mais regulares e consistentes da competição.
Alejandro Rodriguez
Numa seleção inglesa que pouco brilhou nesta competição, foi Alejandro Gomes Rodriguez o principal destaque. O avançado tem uma mistura de influências – nasceu em Caracas, tem ascendência portuguesa (jogou pelos sub-15 lusos) mas representa a seleção inglesa, onde cresceu. Há três anos, jogava numa equipa amadora – os Eastleigh Tornadoes, até ser descoberto pelo Southampton. Agora joga no Lyon, de França. Marcou quatro golos neste Europeu, inclusive um bis a Itália. Para acompanhar, apesar da baixa estatura.
Raffaele Huli
Outro guarda-redes na lista. Joga pela Albânia, mas o primeiro nome não engana - nasceu em Itália. Escolheu jogar pela pelo país dos progenitores e foi um dos grandes destaques da seleção que representou a nação organizadora do Europeu. Capitão, Huli é jogador da Juventus. Destaca-se pelo porte físico e reflexos, tendo feito uma boa exibição diante de Portugal. É a face de uma seleção albanesa alimentada pela diáspora.
Jesse Bisiwu
Numa seleção belga com muito talento cru, mas pouco sentido coletivo, Bisiwu foi talvez o grande destaque. O jogador com mais dribles completados na competição conduz a bola de forma exímia, com os dois pés. Tirar a bola ao número dez da Bélgica é difícil, ainda por cima tendo em conta a sua velocidade. Já tem experiência de segunda Liga belga, pelo Club NXT (satélite do Club Brugge). Ainda iremos ouvir falar dele em breve.