Escócia, o trabalho de um homem ao longo dos anos

14 jun, 08:10
Chipre-Escócia

GRUPO A

Steve Clark, técnico experiente de 60 anos, comanda a seleção do seu país desde 2019 e irá no Euro 2024 ter a sua segunda experiência nesta competição, depois de já ter sido o treinador escocês no Euro 2020.

Implementou um esquema em 3x4x2x1 que teve muito sucesso na fase de qualificação, lutando com a Espanha pelo 1º lugar, tendo ficado apenas a quatro pontos desse lugar e contando só com uma derrota.

Momento ofensivo

Na primeira fase de construção, a Escócia tenta sair a jogar curto, mas quando sofre pressão alta e está com dificuldade em ultrapassá-la, não se coíbe de bater longo à procura de uma referência ofensiva, o que dá argumentos a Lyndon Dykes de partir na pole position para titular como ponta-de-lança. Quando consegue sair a jogar curto, fá-lo através dos seus três centrais. A largura é dada pelos dois alas respectivo e a equipa tem a particularidade de colocar quatro médios no corredor central. 

Comportamento da equipa da Escócia em fase de construção, com muitos jogadores por dentro para criar superioridade e atrações da linha defensiva adversária

Numa fase mais adiantada, , com três centrais na retaguarda e o meio campo bem preenchido para reagir a uma eventual perda, os alas têm liberdade e responsabilidade de se projetarem dando soluções na largura e fazendo movimentos de ruptura nas costas da linha defensiva adversária. Nesta fase ofensiva, há um jogador que pode ter dois papéis diferentes. Scott McTominay poderá fazer parelha com Billy Gilmour ou até Callum McGregor, mais recuado no meio ou então assumir um papel mais ofensivo dividindo essa responsabilidade com John McGinn.

Equipa em zonas mais adiantadas, a procurar alargar o seu jogo e desta forma abre espaço por dentro para o médio receber por dentro e atacar a linha defensiva adversária

Momento defensivo

Na primeira fase de pressão, naturalmente são os quatro meio campistas juntamente com o ponta-de-lança que tentam condicionar a saída do adversário. Caso surjam adversários nas costas dos médios mais defensivos, a seleção escocesa opta por fazer subir um dos alas ou um dos centrais, dependendo da zona onde estiver esse adversário.

Equipa escocesa em pressão alta, com a linha média muito ativa para fechar linhas de passe próximas e comportamento do ala que fecha uma solução longe para a bola longa

Em fase de defesa de baliza, a Escócia opta por alinhar a defesa de cinco jogadores enquanto os 4 médios têm a preocupação de preencher o corredor central, tendo os médios mais recuados a obrigação acrescida de ajudar os seus alas quando a bola entra no corredor lateral. A ideia passa por obrigar o adversário a jogar por fora desse bloco e não fazer uma pressão muito agressiva enquanto o adversário não consegue entrar em zonas mais avançadas. A partir do momento que o fazem, os escoceses aumentam os índices de pressão e de agressividade com o intuito de recuperar a posse.

Posicionamento defensivo compacto, com a linha de cinco e os quatro médios próximos a preencher corredor central para evitar variações de corredor

Jogador destaque

John McGinn. Talvez Andrew Robertson e Scott McTominay sejam nomes mais reconhecidos na equipa escocesa, mas é John McGinn quem chega ao Euro 2024 em melhor forma e no pico da sua carreira. Dono de um pé esquerdo talentoso e com uma capacidade de choque e de reter a posse formidável, o médio de 29 anos foi um dos jogadores mais utilizados no bem-sucedido Aston Villa e carrega consigo no Euro 2024 a expectativa dos escoceses em alimentar o jogo ofensivo e fazer subir o nível da sua equipa. 

Jogador promessa

Billy Gilmour. Numa seleção onde praticamente não figuram jogadores abaixo de 25 anos, Billy Gilmour surge como exceção à regra. Formado no Chelsea, o médio de 22 anos, encontrou no Brighton & Hove Albion o seu espaço para se afirmar na Premier League. O pequeno talento contradiz as leis da física e diferencia-se pela sua capacidade técnica e leitura de jogo que o deixam um passo à frente dos demais. O jogador já conquistou o seu espaço na seleção, partindo para o Euro 2024 com 25 internacionalizações, e a tendência é assumir cada vez um papel relevante na Escócia.

 

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