Atirador da embaixada israelita em Washington tem 30 anos e é americano. Disparou sobre quatro pessoas, matou um casal

22 mai 2025, 11:42

Já depois de detido, suspeito de matar trabalhadores da embaixada de Israel nos EUA gritou "Palestina livre"

"As palavras são os modernos libelos de sangue". MNE israelita deixa aviso à Europa

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Elias Rodriguez, de 30 anos e natural de Chicago, disparou contra um grupo de quatro pessoas, atingindo mortalmente Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim

A polícia metropolitana de Washington confirmou na manhã desta quinta-feira a detenção de um suspeito depois de dois funcionários da embaixada israelita em Washington, D.C. terem sido mortos a tiro nas imediações do Museu Judaico da Capital, situado a cerca de dois quilómetros da Casa Branca.

Segundo a chefe da polícia metropolitana de Washington, Pamela Smith, o suspeito, Elias Rodriguez, de 30 anos e natural de Chicago, disparou contra um grupo de quatro pessoas, atingindo mortalmente duas vítimas. Rodriguez foi visto a circular nas imediações do museu antes do tiroteio e, após o ataque, entrou no edifício, onde foi detido pela segurança do evento. Durante a detenção, o suspeito entoou slogans pró-Palestina, como "Palestina livre, Palestina livre", e indicou o local onde havia descartado a arma, que foi posteriormente recuperada pelas autoridades. Não é conhecido qualquer antecedente criminal de Rodriguez.

As vítimas, identificadas como Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim, eram um casal que, segundo o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, tinham acabado de ficar noivos. O ataque ocorreu quando ambos deixavam o evento organizado pelo Comité Judaico Americano, destinado a profissionais judeus com idades entre os 22 e os 45 anos.

Imagem partilhada pela Embaixada de Israel nos EUA mostra Sarah Milgram e Yaron Lischinsky, as duas vítimas mortais do ataque da noite de quarta-feira. Embaixada de Israel nos EUA

O episódio espoletou várias reações em todo o mundo. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou os assassinatos como "horríveis" e "baseados obviamente no antissemitismo", enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, expressou solidariedade às famílias das vítimas e denunciou o "hediondo assassino antissemita". Netanyahu defendeu ainda que este acontecimento é resultado do “incitamento selvagem” contra Israel.

Na Europa, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, sublinhou que "nada pode justificar a violência antissemita".

Em resposta ao sucedido, as autoridades norte-americanas, incluindo o FBI, estão a investigar o caso como um ato de violência direcionada, com o diretor adjunto do FBI, Don Bongino, a afirmar que a sua equipa está totalmente empenhada em fornecer respostas sem comprometer outras pistas.

O ataque ocorre num contexto de crescente tensão internacional relacionada com o conflito em Gaza, que tem polarizado opiniões e gerado manifestações pró-palestinianas em diversas partes do mundo.

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