Atirador da embaixada israelita em Washington tem 30 anos e é americano. Disparou sobre quatro pessoas, matou um casal
Já depois de detido, suspeito de matar trabalhadores da embaixada de Israel nos EUA gritou "Palestina livre"
"As palavras são os modernos libelos de sangue". MNE israelita deixa aviso à Europa
Elias Rodriguez, de 30 anos e natural de Chicago, disparou contra um grupo de quatro pessoas, atingindo mortalmente Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim
A polícia metropolitana de Washington confirmou na manhã desta quinta-feira a detenção de um suspeito depois de dois funcionários da embaixada israelita em Washington, D.C. terem sido mortos a tiro nas imediações do Museu Judaico da Capital, situado a cerca de dois quilómetros da Casa Branca.
Segundo a chefe da polícia metropolitana de Washington, Pamela Smith, o suspeito, Elias Rodriguez, de 30 anos e natural de Chicago, disparou contra um grupo de quatro pessoas, atingindo mortalmente duas vítimas. Rodriguez foi visto a circular nas imediações do museu antes do tiroteio e, após o ataque, entrou no edifício, onde foi detido pela segurança do evento. Durante a detenção, o suspeito entoou slogans pró-Palestina, como "Palestina livre, Palestina livre", e indicou o local onde havia descartado a arma, que foi posteriormente recuperada pelas autoridades. Não é conhecido qualquer antecedente criminal de Rodriguez.
As vítimas, identificadas como Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim, eram um casal que, segundo o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, tinham acabado de ficar noivos. O ataque ocorreu quando ambos deixavam o evento organizado pelo Comité Judaico Americano, destinado a profissionais judeus com idades entre os 22 e os 45 anos.
O episódio espoletou várias reações em todo o mundo. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou os assassinatos como "horríveis" e "baseados obviamente no antissemitismo", enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, expressou solidariedade às famílias das vítimas e denunciou o "hediondo assassino antissemita". Netanyahu defendeu ainda que este acontecimento é resultado do “incitamento selvagem” contra Israel.
Na Europa, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, sublinhou que "nada pode justificar a violência antissemita".
Em resposta ao sucedido, as autoridades norte-americanas, incluindo o FBI, estão a investigar o caso como um ato de violência direcionada, com o diretor adjunto do FBI, Don Bongino, a afirmar que a sua equipa está totalmente empenhada em fornecer respostas sem comprometer outras pistas.
O ataque ocorre num contexto de crescente tensão internacional relacionada com o conflito em Gaza, que tem polarizado opiniões e gerado manifestações pró-palestinianas em diversas partes do mundo.
