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EUA preparam-se para cortar financiamento para os programas de combate ao VIH na África Sul

20 jun, 11:18
África do Sul (AP)
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A administração Trump acusa a África do Sul de não estar proteger a comunidade afrikaner - uma minoria branca existente no país.

O governo norte-americano anunciou que se prepara para cortar o financiamento aos programas de combate ao vírus da imunodeficiência humana (VIH) e da síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) na África do Sul.

De acordo com a BBC, a administração Trump está a vincular a decisão com uma suposta falha das autoridades sul-africanas em proteger a comunidade afrikaner - uma minoria branca no país -, sendo que o governo da África do Sul já rejeitou repetidamente estas alegações.

Na África do Sul, existem mais de oito milhões de pessoas que vivem com HIV - o maior número em qualquer país do mundo.

O Ministério da Saúde da África do Sul já reagiu à intenção norte-americana e diz que, embora não tenha sido oficialmente informado da decisão dos EUA, "já estava a trabalhar há muito tempo num plano de autossuficiência".

Até 2025, os EUA apoiavam os esforços da África do Sul no combate ao vírus com cerca de 400 milhões de dólares (aproximadamente 348 milhões de euros) por ano, através do Fundo de Emergência do Presidente para o Alívio da Aids (PEPFAR).

Depois de Trump regressar à Casa Branca, as relações entre os dois países deterioraram-se e o presidente dos EUA emitiu uma ordem executiva com base nas "inúmeras" políticas sul-africanas que desmantelaram a igualdade de oportunidades e alimentaram a violência "contra proprietários de terras racialmente desfavorecidos".

A ordem executiva também destacava também o caso da África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça e ligações do país africano ao Irão.

A Casa Branca já afirmou inclusivo que, em virtude de todas estas "práticas injustas e imorais", não iria fornecer mais ajuda à África do Sul.

Todas as tentativas de reparar as relações entre as duas nações têm fracassado, sendo que, entre elas, se destaca o encontro na Casa Branca entre Donald Trump e o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, há pouco mais de um ano. Momento em que Trump confrontou o homólogo sul-africano com as acusações de perseguição a caucasianos.

Em novembro do ano passado, os EUA recusaram ainda participar na cimeira do G20 que se realizou na África do Sul.

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