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EUA planeiam reduzir significativamente os caças e navios de guerra para operações da NATO na Europa

CNN Portugal , MJC
12 jun, 06:16
Exercícios aéreos da NATO na Alemanha (EPA)
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 A decisão vai impactar a capacidade da NATO de lançar ataques de longo alcance e de garantir a segurança do território

Os Estados Unidos planeiam reduzir significativamente o número de aeronaves e navios de guerra disponibilizados para as operações da NATO na Europa, informa o New York Times esta sexta-feira, citando dois altos funcionários europeus. A decisão vai impactar a capacidade da NATO de lançar ataques de longo alcance e de garantir a segurança do território.

A decisão terá sido comunicada aos aliados no início de junho num documento escrito, partes do qual foram analisadas pelo The New York Times. 

As reduções planeadas incluem:

  • Reduzir o número de caças F-16 e F-15E de aproximadamente 150 para 100.
  • Reduzir as aeronaves de reconhecimento marítimo de 26 para 15 e cortar todos os oito aviões-cisterna de reabastecimento aéreo até aqui disponíveis para a Europa.
  • Deslocar um submarino lançador de mísseis e um porta-aviões, juntamente com vários navios de guerra e dezenas de jatos que participam nas missões do porta-aviões.
  • Deslocar um dos dois grupos de bombardeiros anteriormente destacados para a defesa da Europa.

Alguns dos quais foram inicialmente divulgados pelo jornal alemão Die Welt. Ao jornal o Pentágono recusou comentar os números específicos do documento e remeteu para uma declaração do seu Comando Europeu da semana passada, que referia em termos gerais sobre a sua intenção de reduzir os seus compromissos na Europa.

A administração Trump já tinha anunciado que pretendia reduzir o seu compromisso com a NATO, uma aliança militar criada após a Segunda Guerra Mundial. O principal objectivo da NATO era proteger os aliados americanos na Europa de ameaças externas, como a União Soviética, e os seus membros europeus ainda a consideram essencial para a sua capacidade de dissuadir a Rússia.

O Pentágono ainda não revelou publicamente o calendário para a retirada, mas as fontes norte-americanas ouvidas pelo NYT indicaram que entrará em vigor em breve — muito antes do que os seus homólogos europeus previam. O corte abrupto das forças norte-americanas afetará a capacidade da NATO de, por exemplo, monitorizar o tráfego de submarinos russos ou lançar mísseis Tomahawk de longo alcance em território russo.

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