Drones de cartel mexicano entraram nos EUA e ameaçaram operação de um aeroporto internacional

11 fev, 15:52
Administração Federal de Aviação dos EUA (AP)

Administração Federal de Aviação dos EUA alegou "razões especiais de segurança" para justificar o encerramento do espaço aéreo sobre El Paso, que chegou a estar previsto durar dez dias

Vários drones de um cartel mexicano violaram o espaço aéreo dos EUA esta quarta-feira, avançou um funcionário da administração norte-americana citado pela Reuters.

De acordo com a agência, o Pentágono tomou medidas para desativar os dispositivos. A informação foi confirmada à CNN por um funcionário do governo norte-americano, que garante “não haver perigo para as viagens comerciais”, depois de o Departamento de Guerra (DOW, na sigla em inglês) “ter tomado medidas para desativar os drones”.

Na rede social X, o secretário dos Transportes dos EUA, Sean Duffy, disse que “a FAA e o DOW atuaram rapidamente para responder a uma incursão de drones de um cartel”, acrescentando que “as restrições foram levantadas e os voos estão a retomar a normalidade”.

A incursão de drones acontece depois de a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) ter anunciado na madrugada desta quarta-feira o encerramento temporário do espaço aéreo sobre o El Paso, proibindo todos os voos de e para o aeroporto no Texas, que faz fronteira com o México, por dez dias.

O organismo alegou “razões especiais de segurança” para justificar a ação sem precedentes, segundo autoridades governamentais, deixando vários aviões e milhares de viajantes retidos.

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum já prestou declarações e garante não haver informações sobre o uso de drones na fronteira entre os EUA e o México, quando questionada sobre a suspensão temporária dos voos no aeroporto de El Paso.

Apesar de a FAA não ter especificado a natureza das razões que motivaram o encerramento do espaço aéreo, duas fontes informadas sobre o assunto afirmam que a decisão foi motivada por uma operação militar dos EUA relacionada com cartéis de droga.

Já as fontes das companhias aéreas disseram à Reuters que a suspensão dos voos estava relacionada com o uso de tecnologia antidrones pelo Pentágono para combater o uso de drones por cartéis de droga mexicanos na fronteira entre os EUA e o México.

Ao The New York Times uma pessoa informada sobre o assunto assegurou que a breve interrupção esteve associada a um teste de uma nova tecnologia antidrones realizada pelos militares da base do Exército em Fort Bliss.

Depois de a Administração Federal de Aviação ter avisado que as restrições temporárias permaneceriam em vigor até 21 de fevereiro, o organismo optou por levantar o alerta esta manhã, e garantiu que “todos os voos retomam à normalidade”.

As tensões entre os EUA e os líderes regionais aumentaram desde que a administração Trump montou um grande reforço militar no sul das Caraíbas, atacou a Venezuela e capturou o seu presidente, Nicolás Maduro, numa operação militar.

E.U.A.

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